(...)
A vida é sempre uma incerteza num mar de responsabilidades assumidas ou não. Se
decidimos viver a margem de nossas querências, temos que conviver com o peso de
colecionar “e se’s”; mas se ao contrário disso, colocamos o pé na porta e vamos
de encontro ao que mascaramos, gestos, alegrias e vontades nos pegam pelas mãos
e nos conduzem por caminhos que deixamos de percorrer. Neste paradoxo entre buscar contentamento na
rotina dos dias empoeirados ou atear fogo nas regras e viver com brilho no
olhar de quem enxergou estrelas cadentes, a vida se mostra como é: breve. Minha
alma grita “não se contente, você é mais que isso”, mas a verdade é que a gente
sempre acredita no que nos limita, (sobre)vive achando que é suficiente, que recebeu somente
o que merece.
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