quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sobre a saudade

Admitir que sente saudade é mais difícil para algumas pessoas do que admitir que sente amor. Só sente saudade quem se permitiu cativar, quem investiu tempo, quem ouviu determinada música e construiu uma história usando ela como trilha sonora. Só admite que tem saudade, aquele que tem coração para gastar, memórias que significam mais do que fotos e palavras não ditas. Saudade é para os fortes, para aqueles que não se escondem atrás da indiferença e do silêncio. #reflexões


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A vida real é menos...


As pessoas andam cada vez mais carentes e solitárias, apesar de colecionarem 3 mil amigos em perfis das redes sociais. Elas encontraram nas vidas agitadas e nas rotinas cansativas, desculpas para não investir nos relacionamentos pessoais (aqueles que exigem olho no olho,você lembra?). É mais fácil e prático manter pseudorelacionamentos nas redes sociais do que na vida real. Amar na vida real exige esforço, dedicação, empenho, enquanto no Facebook, basta que eu clique num polegar, escreva meia dúzia de palavras bonitas ou uma frase de Clarice e assim me torno a mais amada das criaturas.
Vamos batalhar por menos gente interessada em saber da vida alheia, e mais gente preocupada em fazer melhor a vida dos outros. Que comece por nós a mudança, seja com um sorriso, uma música, um bilhete, um abraço... A vida real dá trabalho, mas ela existe e pode ser melhor do que a vida que recebeu 56 curtidas.

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Texto escrito em agosto e esquecido num caderno qualquer (sim, eu escrevo em cadernos!).
Inspirado na personagem de Jéssica Biel, no filme "Eu odeio o dia dos namorados"

domingo, 25 de novembro de 2012

É lá que ele deve ficar!

Hello by Lionel Richie on Grooveshark

Se a gente vai vivendo e aprendendo, posso dizer que aprendi que o passado tem seu devido lugar em nossas vidas: lá atrás. Ele não pode voltar, por mais que a gente queira. A gente não vai ter o passado de volta para reviver ou consertar aqueles momentos. É preciso seguir em frente, cuidar daqueles projetos deixados de lado, das pequenas alegrias, das conquistas pessoais, daquilo que Deus planejou com tanto carinho para cada um de nós. O passado não será modificado, construiu quem somos e fez com que nos tornássemos mais fortes, determinados, maduros (em alguns casos, também traumatizados, mas nada que a terapia não ajude). Então deixe de lado o que te prende ao passado, construa uma nova história, faça escolhas diferentes, use o que passou para alavancar mudanças e transformações e não como uma almofada confortável para chorar e se encher de autopiedade. Tenha coragem! Por mais que o passado seja conhecido, é no futuro incerto e desconhecido que está a sua oportunidade de fazer tudo diferente e ser inteiramente feliz! 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sobre mendigar a atenção alheia e uns blá blá blás...


Particularmente não acho natural cobrar amor, mendigar a consideração de alguém. Somos seres relacionáveis, e por mais que digam o contrário, sempre temos a opção de escolher com quem vamos criar elos. Os elos que nos unem a alguém vão além das fronteiras geográficas, cor de pele, condição social, idade, sexo, altura... Os elos são construídos por afinidade, amor, amizade, humor, música favorita, time de futebol. Não dá pra ficar implorando para que outra pessoa se importe, que ela queira saber como vai a nossa vida, que lembre da gente antes de dormir. Quem constrói um elo de verdade com a gente, quem entende que relacionamento é algo bilateral, mostra que o outro é importante, estando longe ou perto, seja por SMS, e-mail, ligação, carta, sinal de fumaça, visitando sem avisar,  marcando um cineminha ou praia. A verdade é que quem realmente tem interesse em manter os elos unidos, sempre encontra um jeito de demonstrar que o outro é importante. 

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Pensando alto sobre algumas coisas que ando vendo por aí!

domingo, 18 de novembro de 2012

O que mede a nossa vida?




"A gente se acostuma a medir a vida em dias, meses, anos…
Mas, será que é mesmo o tempo que mede a nossa vida?
Ou a gente devia contar a vida pelo número de sorrisos?
De abraços? De conquistas? Amores?
De sucessos e fracassos?

Por que ao invés de dizer tenho tantos anos, a gente não diz: tenho três amigos, oito paixões, quatro tristezas, três grandes amores e dezenas de prazeres?
A gente vai vivendo e, às vezes, esquece que a vida não é o tempo que a gente passa nela, mas o que a gente faz e sente enquanto o tempo vai passando.
Dizem que a vida é curta, mas isso não é verdade. A vida é longa pra quem consegue viver pequenas felicidades. E, essa tal felicidade vive aí disfarçada, como um criança traquina brincando de esconde-esconde.
Infelizmente, às vezes não percebemos isso.
E passamos a nossa existência colecionando nãos.
A viagem que não fizemos;
O presente que não demos;
A festa a qual não fomos;
O ensinamento que não aprendemos;
A oportunidade que não aproveitamos.

A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador.
Quando se é piloto e não passageiro; pássaro e não paisagem.

Como ela é feita de instantes não pode e não deve ser medida em dias ou meses, mas em minutos e segundos."

Autor Desconhecido

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Desprender-se




"Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. (…) As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração. 
E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. (…) Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante encerrar ciclos. 
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é." 
Fernando Pessoa
O que você faria se não tivesse medo?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Complicado

Detesto a palavra “complicado”. Sempre que a escuto, sinto arrepios. Isso porque durante muito tempo ela foi usada como desculpa, mas hoje eu vejo que complicado mesmo é ter que sorrir escondendo as lágrimas; é seguir a diante querendo retroceder. Complicado de verdade é sentar em frente ao espelho, preparar-se para um grande dia, o mais esperado de toda a sua vida e se questionar sobre a escolha que foi feita. Complicado é lembrar querendo esquecer, é ouvir uma música marcante e não sofrer. Complicado é viver se escondendo, fugindo do inevitável. Complicado sou eu, é você, somos todos que amamos, vivemos, sentimos...
Ao som de Adele.

As palavras que fazem tanta falta


Já ouvi que tem coisas que só se esquecemos com o tempo, mas que maldito tempo é esse que não chega nunca? Não pensei que me faziam tanta falta as poucas palavras que trocávamos pela manhã, dessas simples, que dizíamos com tanta naturalidade, apesar do sono. Me assusta saber que tanto tempo se passou e perceber que não fui capaz de esquecer o tanto que vivemos. 

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Inspiração musical 'Costumes', de Roberto Carlos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sobre entender os porquês da vida

"Não sabemos os porquês de certas coisas e muitas vezes nos afligimos, seja pela perda de um amor, um projeto que não deu certo, a doença que nos pegou de surpresa, a morte de um ente querido, enfim. Mas se nada ocorre por acaso, se tudo tem uma razão de ser e de existir por que nos questionarmos tanto e buscarmos entender àquilo que no momento não é possível ser compreendido? Clarice tinha razão: “Não procure entender, viver ultrapassa todo e qualquer entendimento”. E talvez viver seja isso, não para ser passível de se fazer sentido, mas para ser sentida, então, eu sinto. Sinto pulsando em minhas artérias o mistério que é a vida. Ela própria se explica, com o tempo"
Angella Reis

Das palavras

Ando me escondendo, fugindo das palavras. Ando completamente sem filtro, falando o que penso e sinto, e as consequências desta falta de censura podem ser absurdas. Estou vivendo a música com mais intensidade, driblando a lógica e encontrando em cada acorde, inspiração para seguir a diante, sobrevivendo às pedras (e pedradas) no caminho...

Ao som de Epitáfios

sábado, 3 de novembro de 2012