quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A espera de Mariana

"Espero que nessa primavera eu possa tê-la em meus braços, minha doce Mariana.
Espero que as flores perfumem a sua chegada e o sol seja brando com sua pele. Espero ver seu sorriso, descobrir com quem você se parece, sentir o cheiro da sua pele... É inevitável imaginar seus pés tão pequeninos, a cor dos olhos, o som de sua voz... Imaginá-la me chamando pela primeira vez de mamãe...
Já te amo tanto e desejo tanto sua felicidade, que dedico horas pedindo ao Senhor Ele lhe proteja a todo instante. Durante minhas orações, lembro-me de agradecer pelo milagre que é esperar por você
Nasci para ti antes de haver o mundo, minha pequena Mariana, e a minha espera por você fica maior a cada dia, e ao passo que vejo você se formando em meu ventre, meu coração se enche mais e mais de alegria.
Ao caminhar por alguns jardins, fico imaginando suas pequenas mãos tocando as flores, descobrindo a delicadeza das pétalas, tão suaves quanto sua pele. Eu não poderia recebê-la em uma estação melhor, sempre considerei primavera a estação mais alegre de todas, a mais perfumada, e agora, a primavera se tornou a mais festiva, a mais desejada de todas, por você!
Sei que muitas primaveras irão passar, mas nenhuma será tão especial quanto esta, quanto a nossa primavera juntas, quanto a primavera que ganhou a mais bela flor: você!
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Texto fictício para a
13º Edição do In Verbis.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sobre o que passou

Não tive como passar por aqui ontem por um bom motivo: trabalho!
Não, não pense que estou reclamando, nem imagine que ando com correntes nos pés e se olhar para algo além da tela do computador serei surrada por dois capatazes (quem pensaria isso? alguém exagerado como eu, rs*), mas precisava colocar algumas coisas em ordem depois da viagem do fim de semana (que foi sem igual, maravilhosa, perfeita e blá blá blá tô feliz, blá blá blá não vou contar detalhes, rs*)


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Vocês se deram conta que o ano está pertinho de acabar? Geeeennnte, estamos a poucos meses do fim de 2010 e ainda existem coisas das minhas resoluções de ano novo que não se tornaram realidade! Mas não vou (e nem quero) pensar no que não aconteceu (ainda?), quero pensar no que deu certo, no que já vivi, e no que está acontecendo agora. A Andressa vive me falando que as coisas acontecem porque tem que acontecer, ou não acontecem porque simplesmente não eram para ser daquele jeito, e pensar desta forma, sempre me conforta, me permite não sofrer com o que deu errado. Então... nesse post um tanto corrido, que tal você olhar para esses 271 dias que já se passaram e agradecer pelo que já aconteceu (e também pelo que não aconteceu)? Eu tive grandes conquistas esse ano, algumas (quase todas) compartilhadas aqui, mas vejo que o saldo até o momento é mais do que positivo: é o que eu precisava!



Um grande beijo!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Inté


Cansada!
Esta foi minha palavra do dia!
Tanta correria para o Congresso que começa hoje em Maceió que sinto como se um rolo compressor tivesse me achatado no asfalto. Mas nem tudo está perdido, pois amanhã viajo pra Petrópolis e aí.... bem, aí todo esforço será muito bem recompensado...
Desejo a todos um excelente fim de semana (amanhã não passarei por aqui!) e até segunda com muuuiiitas novidades!

Câmbio e desligo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vai valer a pena



 Ao som de I say a little prayer


"O caminho entre os pontos de partida (o desejo) e da chegada (a felicidade) está cheio de sobressaltos. Sabemos o que temos, e sabemos o que queremos ter no futuro. Mas a caminhada a fazer é tão imprevisível, que muitas vezes optamos por cruzar os braços. O que quase sempre implica continuar a sofrer. E como tudo isso é estranho! Por causa do medo de sofrer no futuro, e nem sabemos se sofreríamos ou não, permanecemos no sofrimento a que, afinal nós mesmos nos condenamos.
Como seria fácil a vida se nos fosse possível adivinhar o futuro! Poderíamos tomar decisões sem qualquer dificuldade. Não precisaríamos de todos os conselhos que, depois, raramente seguimos.
Não teríamos hesitações, nem noites passadas sem dormir [...]
E quando as emoções e os sentimentos interferem nas decisões é ainda mais difícil. Muitas vezes não percebemos porque nunca nos ensinaram, que um sentimento hoje pode já não existir amanhã. Que uma emoção, uma paixão, sentida hoje, amanhã pode já ter desaparecido. E então temos medo de alterar coisas na nossa vida porque temos medo de lhes sentir a falta no futuro."

Vai valer a pena - Joaquim Quintino

domingo, 19 de setembro de 2010

Meu amor por você....


"E não há nada pra comparar, para poder lhe explicar como é grande o meu amor por você"

Você decretou guerra entre nós sem nem mesmo saber que eu estive todo o tempo, com a bandeira da paz hasteada. Quis conversar, olhei nos seus olhos em busca da verdade, e ainda assim você preferiu se fechar. Ok, direito seu, mas o amor é meu. Amor sim, amor de verdade, daqueles que o sangue não determina, e sim o convívio, a cumplicidade, a amizade, as risadas. Você sempre foi muito mais que meu irmão, foi meu primeiro grande mico, com apenas dois dias de vida (“mãe, ele é branco ou é preto?” kkk). Foi minha plateia num show de marionetes com meias, minha cobaia quando achei que já tinha coordenação motora para cortar seu cabelo. Meu brinquedo favorito, o motivo de não ter beijado no colégio, a razão de tantas coisas que não fiz, mas principalmente, você sempre foi meu maior orgulho, a principal causa da minha alegria. Ser irmã do Daniel sempre me deu muito trabalho, pois eu sempre fui a irmã que estava perto, mas nunca a favorita. Fui a mãe-substituta, a que frequentava reunião de pais, arrumava encrenca com a diretora do colégio, que encontrava você pendurado de ponta-cabeça na trave do pátio, a mãe-irmã que ensinou o que de  bom  e ruim você sabe até hoje. Me lembro do dia em que fui apresentada “formalmente” a sua namorada... pior: lembro da sensação de vê-lo beijando! Como assim? Ainda me lembrava (com riqueza de detalhes) da tarde ensolarada de março em que você chegou lá em casa, e de repente, você estava beijando uma menina linda, de olhos negros e voz doce que tinha conquistado não apenas ao meu irmão, mas a toda família! Tive a alegria de ser conduzida ao altar pelo único que poderia substituir o vovô e, vê-lo de “terno e gravata” me emocionou tanto, quanto usar meu tão sonhado vestido de noiva! Com o casamento veio a saudade das brigas, do “roubo de chocolate”, do humor tão peculiar. Encontrei um jeito de tê-lo outra vez por perto, e mais uma vez, você me encheu de orgulho! Ao trabalharmos na mesma empresa, tive a oportunidade de ver o homem responsável que “meu menino” havia se tornado. Adorava quando alguém me falava de como você era organizado, inteligente, responsável, ainda mais sendo tão novo! Vi a mulherada enlouquecida com o botafoguense sério e mal humorado (quem não o conhece pensa que é mau humor, mas na verdade é só o jeito de afastar quem não interessa), e vi o homem integro e fiel dizendo não a todas.  Numa nova fase da minha vida, foi você o meu maior incentivador, aquele que me ensinou matemática financeira e me obrigou a acreditar em mim. Aquele que me olhou nos olhos e disse que minha única escolha é ser feliz.  É meu irmão, a vida de gente grande nem sempre é o que a gente espera, mas você sempre terá com quem contar, você terá a irmã que fala besteira (puro malte...rs*), a irmã desastrada e barulhenta, a irmã que não mede esforços para vê-lo feliz, a irmã que enfrenta quem quer que seja para defendê-lo, a irmã que vai lutar até o fim por você! Estarei sempre com você, até a eternidade!
Da sua irmã-admiradora-mor,
Aninha”

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Melhor que chocolate, melhor do que bombom

Eu já falei da Lú Gaby algumas vezes, mas confesso que desta vez minha amiga encheu meu coração de alegria e orgulho!
Acompanhei nos últimos meses a produção do livro dela e da Telma (uma das melhores profissionais da educação que eu conheço, sem contar a jornalista incrível, produz cada texto mais incrível que o outro,sem contar a elegancia meudeus...rs*), principalmente a fase em que o Xandy estava dando vida aos personagens (que menino talentoso e paciente,rs*). 
Hoje ela me enviou a capa do livro e meu coração deu pulinhos, pois eu sei o quanto foi sonhado, esperado, desejado este livro...

Então é assim:
Lú, a gente se diverte um bocado juntas, e por tabela acaba divertindo os outros também, mas se tem algo que eu admiro muito em você é seu compromisso com o Senhor e a forma como você trabalha incansavelmente para a obra dEle com as crianças.  Sei que o projeto não é só seu, mas foi você quem compartilhou comigo antes dele se tornar realidade, antes dele passar a existir lá no parque gráfico, por isso amiga, parabéns pela conquista, você merece todos os confetes e rojões!!! Sua amizade é melhor que chocolate, até porque chocolate engorda e a gente vive de dieta...rs*  

Viver não é para amadores

Texto de Ricardo Gondim
Todos vivem em constante tensão. A vida é complexa, muitas vezes, paradoxal e plena de riscos. A vida não é um passeio despretensioso. Cada pessoa é responsável e ao mesmo tempo vítima das circunstâncias. Cada estrada que se escolhe conduz a novas bifurcações e cada decisão gera desdobramentos mil. Os poetas, os místicos e os filósofos já perceberam que se precisa de siso e responsabilidade na imensa e difícil aventura de viver. Cada instante é inédito e exige o máximo de cuidado.
Viver não é para amadores. Cada opção produz ondas, iguais às da pedra jogada no meio de uma lagoa. As decisões, semelhantes a círculos concêntricos, espalham-se e as marolas se dissolvem nas margens do lago. Na vida, porém, as conseqüências dos atos se alastram para sempre. Cada pessoa deve lembrar-se de que não tem o controle das conseqüências de suas escolhas, que repercutirão eternamente. Viver não é para amadores. Os pais influenciam os filhos, os filhos formam famílias e tanto as bondades como as maldades se reproduzirão. Crianças sofrem seqüelas por terem crescido em famílias disfuncionais, muitas oprimidas por mães castradoras, que não conseguem criar os filhos. Se cada pai soubesse a importância da paternidade na formação emocional e nos valores éticos de seus filhos, menos pacientes procurariam as clínicas psiquiátricas e menos penitenciárias seriam construídas.
Viver não é para amadores. Sem saber organizar os desejos, a vida pode se perder com projetos irrelevantes; sem dar sentido ao cotidiano, a vida patina no tédio. São necessários princípios, verdades e valores para direcionar a vida. As pressões do dia-a-dia destroem aqueles que não têm força para fazer escolhas responsáveis. Viver não é para amadores. Os indivíduos precisam uns dos outros, mas se arranham mutuamente. O próximo tanto pode ser fonte de alegria, como de frustrações. Quem tenta isolar-se para não passar por decepções, empobrece. Não é possível resguardar-se do amigo sem perder o viço. Só viverá bem quem não considerar o outro um inferno. O céu pertence aos que aprenderam a relevar as inadequações alheias. O longânimo tem chance de ser feliz.
Viver não é para amadores. A existência é imprevisível. Não há como se controlar a história ou situar os eventos futuros em qualquer lógica. Por mais que os religiosos prometam, os fi lósofos pretendam e os sociólogos estudem, a história não obedece aos trilhos do destino. De repente, sempre de repente, chega o improvável e nessa hora, precisa-se de coragem para não desistir. A viagem rumo ao futuro requer brios. Viver não é para amadores. Equilibrar o lazer e dever, ócio e trabalho não é fácil. Muito lazer produz tédio e muito dever, estresse. A preguiça acompanha o ócio e a fadiga o trabalho. O sábio avisou que há tempo para todas as coisas: “tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou, tempo de cozer e tempo de rasgar, tempo de juntar e tempo de espalhar o que se juntou”. Portanto, só vive quem sabe transitar entre esses eventos tão contraditórios.
Viver não é para amadores. Depressão e riso, alegria e tristeza formam a história de cada um. Quem foge da tristeza acaba neurótico e vive em negação, sempre à procura de um mundo de ilusões. Quem não sabe rir termina inclemente; em busca de gente para povoar o seu purgatório.
Viver não é para amadores. O sofrimento do mundo é grande demais para ser evitado. Contudo, é preciso ter alegria para celebrar aniversários, casamentos e formaturas. Os que se blindam contra a dor universal podem se tornar cínicos; por outro lado, os que se martirizam, arriscam-se a serem inconseqüentes.
Viver não é para amadores. O tempo passa velozmente, carregando tudo e todos. A humanidade se angustia com a areia da ampulheta e com o pêndulo do relógio que não cessam de avisar que os dias do calendário são escassos. Alguns não percebem que jogam a vida fora com melindres bobos e com vaidades e megalomanias onipotentes. Eternizar cada instante se constitui o segredo da felicidade.
Viver, definitivamente, não é para amadores, portanto, “se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.” Que ninguém se atreva a querer levar a vida só.
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A semana passou feito um tufão, e complicada que só... (Deus sabe como odeio esta palavra, rs*), mas espero que o fim de semana de vocês seja ótimo!
Beijo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Curtas

# 1 - Nariz de palhaço me cai bem e eu assumo!
Adoro fazer os outros rirem...


# 2 - O mundo gira, aproxima e afasta pessoas.
O mundo gira outra vez e mostra que a dor é semelhante, ainda que distantes.

Faça diferente (de mim) desta vez. (Pedropauloalexandre)

# 3 - Bolo de laranja com café às 17h foi mais-que-perfeito no dia!
Muito bom ser paparicada...


# 4 - Um dia nos damos conta de que tudo se foi sem que percebêssemos, aprisionados que estávamos no piloto automático do nosso cotidiano. E um dia. Um dia, enfim. O Dia. O Fim.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Descomplicando a vida

E a felicidade?
Ah! A felicidade encontro ao ouvir o Asafe me chamar de "Tia Aninha", nas conversas com os amigos (relembrar minha infância, ontem com vocês, foi incrível!!), nos momentos em que fico cantarolando todo meu repertório sertanejo (Bruno e Marrone the best!!!), na alegria em descobrir que o Léozinho nasceu (já falei dos pais deles aqui), no abraço que conforta, no olhar de aprovação, nas fotos de uma viagem inesperada, numa ligação carinhosa no meio do dia,  enfim... resolvi olhar com mais carinho para os momentos simples, as pequenas vitórias, as delícias do cotidiano que fazem de mim, alguém tão feliz!!!
Muito obrigada Senhor, por tudo, inclusive pelo que deu errado no meio do caminho, por quem saiu da minha vida sem avisar, por ter sido contrariada tantas vezes... Obrigada, se não fosse desse jeito, eu não conseguiria valorizar o que (e quem) tenho hoje ...

Ao som de "Dormi na praça" esse foi meu momento robertocarlosfellings, kkk

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vovôfredo

Meu tempo de saudade não acabou. Na verdade, a semana inteira foi bastante complicada pois todos os dias me lembrava do meu avô e a saudade batia ainda mais forte. Hoje seria seu aniversário e sinto a dor dele ter partido toda outra vez.
Saudades dele e de tudo que me lembra quem ele foi.
Saudades da mistura de aromas entre seu perfume favorito e o tabaco.
Saudades de vê-lo a mesa, de ouvir sua risada enquanto assistia Chaves (sim, culpa dele eu gostar e achar graça até hoje do Chaves).
Saudades do olhar carinhoso, do jeito manso de falar, da companhia sempre presente, das histórias, dos biscoitos de polvilho, das camisas do jacaré (só fui saber o que era Lacoste muitos anos depois...).
Saudades do meu avô!
Queria poder dizer  “feliz aniversário, vovôfredo”, mas sem ele aqui, fica a saudade do meu melhor amigo, do pai que eu reconheci em todas as atitudes, do avô perfeito que foi!

Saudades eternas.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tempo de saudade

O tempo continua passando e me parece que já cansei muito antes do esperado, pois nada é surpresa pra mim. É que já tive tantas surpresas, sabe... nem a surpresa é surpresa, a meu ver.

Como se pudesse ver! Pois no mundo dos loucos, não fui insubstituível, não fui diferente, não fui falso e muito menos amargo. A única pessoa que traí foi a mim mesmo. Quando abria os olhos, via o outro, e dentro da minha limitação, imaginava que esse outro me compreendia como um ser humano; quando fechava os olhos, meu mundo imaginário vinha me confundir.

O mais lúgubre desse mundo é sentir a essência da beleza indo embora a cada ano, a alegria se resumindo a poucos momentos, ver todos sendo guiados pela ignorância, como se fossem ficando cada vez mais cegos. Anos que insistem em apagar de nós aquilo que conquistamos de bom, aquilo que sentimos ser do bem. Ficar eufórico na simplicidade da vida vai ficando cada vez mais raro.

Logo, como de prache, as pessoas começaram a desaparecer. Algumas, aqui e ali, ficaram por um bom tempo, e outras vieram só de passagem. E sendo eu o primeiro a desaparecer, fui em busca do reencontro.

Quem dera eu pudesse acordar, aonde eu tivesse todas as respostas para aqueles a quem meus olhos não se cansam ver! Quem dera pudesse viver, aonde pudéssemos exprimir o maior dos mais nobres sentimentos sem nenhum receio e só viver de beleza, pura beleza!

Enquanto o tempo passa, a gente muda. Ou não! Enquanto o tempo passa, a gente lembra, sente, chora e sorri, ganha e perde, e vê o quanto vai ficando para trás, o quanto foi embora de nós. A gente vive e deixa viver, cada um seguindo seu caminho, mesmo que seja longe dos nossos olhos.

E quem disse que isso seria algum tipo de lamúria? Reflito apenas em memórias que trouxe sensações que a mim são tão familiares! Lembranças do bem que há em cada um. É como criar algo... e gostar.

Por muita imaginação, memórias, sonhos e vida real, foi que me lembrei! Então guardei em um lugar longe de todos, tudo o que um dia me enriqueceu. Uma boa parte de tudo já não existe. Mas já existiu. E de muito, vou sentir saudade.

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Hoje estou especialmente introspectiva. Culpa do dia cinzento ou da saudade que bateu ponto ao olhar o calendário? Ainda sem saber ao certo, relendo este texto (autoria de Daniela Araújo) que Elaine me mandou semana passada, me reencontrei em algumas linhas.
Quem sabe mais tarde consiga postar algo interessante sobre a viagem maravilhosa a Rio das Ostras, mas por enquanto, é o que se tem pra hoje!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sobre os pudins da vida ...

Fui jantar fora e na hora da sobremesa, pedi, logicamente, a minha favorita: pudim de leite condensado. Até este momento não havia nenhum problema, a conversa durante o jantar fluiu bem, a comida era de boa, ambiente simples e agradável mas quando chegou a sobremesa, me irritei! Não, na verdade eu fiquei frustrada!

Eu esperava ansiosamente por "aquela" fatia de pudim, mas me entregaram o projeto de fatia. A fatia era tão fina quanto a faca que utilizei durante o jantar... Que vontade de ligar pra minha mãe e perguntar: "manhê, faz pudim pra mim?" só para poder saborear em casa, com a colher bem pequena (pra demorar a acabar, hehehe) e se der vontade, repetir quantas vezes quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação (que meu amigo vive perguntando onde está, pois ele nunca encontra na hora de chamar pra beber...rs rs).

Mas este não é o desabafo de uma gordinha.... o pudim é só um exemplo do que nós, simples mortais, enfrentamos todos os dias. Sai do restaurante com a sensação que havia sido enganada, mesmo que a conta seja uma verdadeira fábula (heim?)! A vida anda cheia de situações meia-boca, de realizações e prazeres pela metade. A gente rala o mês inteiro e quando decide ir àquele restaurante legal, paga caro e não sai de lá tão feliz  assim. Vai a festa de aniversário do sobrinho, mas resiste ao cajuzinho. Passa o dia se imaginando num looooongo e maravilhoso banho quente, mas não se permite, pois tem que pensar que seus netos não terão nem água fria, se continuar com atitudes como essa. E assim caminha a humanidade...

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar' ... Sempre tão empenhada em "dar certo" (sem nenhum trocadilho, peloamor....) que a gente vai vivendo sem muita graça, sem cor, sem tempero. De vez em quando bate a vontade de chutar o pau da barraca e fazer tudo de outro jeito, esquecer as linhas, os contornos, as bússolas e balanças que regulam a vida de gente grande. Ser incoerente, inadequada, pateta, ignorar tudo o que pensam e dizem sobre nós, enfim ... Poder encher os pulmões de ar e dizer: garçom, por favor: me traga duas fatias caprichadas de pudim de leite condensado e uma poltrona mega confortável pra eu assistir pela 100ª vez "Os Goonies" ...

Ah, e se der algo errado, depois descubrirei como consertar o estrago!