Seja Pipoca

Já faz algum tempo que eu não me dedico realmente a este espaço, mas espero que com o tempo, os poucos leitores que tenho, consigam assimilar com naturalidade o que tem acontecido em minha vida. (Vamos combinar uma coisa? Não é porque eu tenho um blog que a minha vida precisa ficar completamente expostas nas páginas dele, não é? Eu tenho direito, e lanço mão dele sempre que julgo necessário, a privacidade.) Eu procuro ser o mais transparente possível, mas nem por isso gostaria de detalhar aqui alguns (tor?)momentos que tenho passado. Tive um fim de semana bastante proveitoso e agradável. Tive tempo pra mim! Tempo para me dedicar a ouvir do Senhor, tempo pra rir, chorar, pensar e não pensar e isso foi ótimo! Para concluir com ‘chave de ouro’ os meus dias alegres em terras caioabescas, compartilho o texto que recebi da Amanda:

SEJA PIPOCA
Texto de Pedro Bial


Ficar triste é um sentimento tão legitimo quanto à alegria!
Reclamar do tédio? É fácil! Difícil é levantar da cadeira
pra fazer alguma coisa que nunca foi feita.
Queria não me sentir tão responsável pelo que acontece ao meu redor.
Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas.
Pessoas com vidas interessantes interessam-se por gente que é o oposto delas.
Emoção nenhuma é banal se for autentica.
Dar certo não está relacionado ao ponto de chegada, mas ao durante.
O prazer está na invenção da própria alegria,
porque é do erro que surgem novas soluções....
Os desacertos nos movimentam, nos humanizam,
nos aproximam dos outros, enquanto que o sujeito “nota 10”
nem consegue olhar para o lado, não pode se desconcentrar
um minuto sob pena de ver seu mundo cair.
O mundo já caiu... Baby.
Só nos resta dançar sobre os destroços.
Nosso maior inimigo é a falta de humor.
Piruá, quem sabe o que é piruá?
Piruá pode ser um peixe em algumas regiões,
Mas piruá é também e principalmente aquele caroço de milho
Que não vira pipoca.
Tem muita gente que é piruá neste planeta,
gente que não reage ao calor,
não desabrocha...
não vira pipoca.

                                                                                                                                          31/05/10

Que tal um café ?




Ao som de Chico, Cotidiano

Estava aqui trocando ideias com alguns textos de Jean Piaget, fazendo um trabalho de psicologia que me encomendaram (ah! esqueci de contar que eu também faço trabalhos de digitação, monografias e coisas do tipo), e parei um pouco pra uma pausa.
Enquanto passava o café, fiquei pensando em como uma bebida tão simples acaba aproximando as pessoas. Quantas vezes liguei para algumas pessoas chamando para tomar um café, só porque queria conversar. O café, às vezes, era o assunto principal e proporcionava ótimos momentos de descontração e entre duas amigas que vivem correndo contra o tempo.
Muitas das minhas memórias estão atreladas a uma xícara de café - o da mamãe, o da padaria de esquina, o que compartilhava com a professora de Direito Civil, só para ela relevar meu sono descarado às 7:20h da madrugada (sim, madrugada porque eu considerava um ultraje ter que despertar para assistir às aulas dela!), enfim, uma bebida tão simples, barata e que agrada a quase todo mundo, tem o poder de trazer à tona muitas recordações!
O apartamento foi invadido pelo delicioso aroma do meu café forte e meio amargo, e mesmo estando sozinha em casa, não me senti assim. Naquela caneca eu tinha a companhia de ótimas lembranças... Melhor voltar para o Jean Piaget, ou vou atrasar a entrega do trabalho!

Belinha me ensinou


No fim de semana estive na casa da minha mãe e sempre comento com ela sobre a felicidade de Belinha ao me ver. Enquanto aguardo que o portão seja aberto, percebo a agitação dela na escada, a correria para pegar a bolinha laranja na esperança que eu brinque alguns minutinhos, a disputa com o Mingau (o gatinho da mamãe, digo, da Belinha) pelo topo da escada. E quando o portão se abre, é tanta alegria, tanta euforia, tanta bagunça, que eu me emociono, pois, nada mais é do que alegria de alguém que estava ansiosa em me ver, e já que estou por perto, faz questão de mostrar que ficou feliz por isso.
Para quem mora em apartamento, fica muito tempo fora, outro tanto de tempo sozinha, não possui nem um peixinho dourado ou uma plantinha sequer, ter alguém que ao te ver fica tão feliz, mas tão feliz que quase te derruba pra fazer um carinho, é bom demais.
Não importa se eu falo com minha mãe ou meu irmão vinte vezes por semana, não existe e-mail, telefonema, SMS, twitter, sinal de fumaça que me mantenha em contato com Belinha. Não dá pra ligar e perguntar se ela tomou o antibiótico a tarde, se algum moleque tentou pular o muro na esperança de resgatar sua cafifa, se ela já se adaptou a ração nova etc... Toda a tecnologia disponível é inútil em nosso relacionamento (hauauhauah).
Parece tão bobo, tão simples, mas pensar nisso me fez chegar a duas conclusões:
Primeira: Definitivamente, a mais avançada tecnologia não substitui o contato direto. (FATO!)
Segunda: Ser querida, é tudo de bom, mesmo que seja pela cachorrinha mais simpática e monster que existe!

[UPTADE 2017 : Belinha foi morar no céu dos cachorros em janeiro de 2014, mas foi muito, muito, muito amada durante a sua vida aqui na terra.]


 
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