quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sobre alma gêmea e você!


Vander Lee - Romanticos
     


Coisa chata é essa de alma gêmea, viu?

Estava conversando com uma colega de trabalho e ela disparou a seguinte frase:
"Eu acho que a minha alma gêmea está vindo a cavalo e nele não tem GPS porque se perdeu pelo caminho."  Príncipe encantado, alma gêmea, tampa da panela, outra metade da laranja... afff.... as pessoas estão em busca de alguém que elas possam encontrar e dizer: "agora é com você, me faça feliz!" A responsabilidade fica com o pobre coitado do outro! Helloo... Felicidade é unilateral! Pra ser feliz com outra pessoa, primeiro você deve ser feliz com VOCÊ!! Ninguém contou isso nos contos de fada, histórias pra dormir ou nos capítulos de uma novela água com açúcar? Pronto, agora eu já te contei, mude seu jeito de pensar e seja feliz primeiro com você! Dia desses eu estava rascunhando um conto, e nele a protagonista diz o seguinte: "Vou viver para lhe fazer o homem mais feliz da face da Terra, e se eu não conseguir, vou me esforçar até o último dia de vida para chegar o mais próximo disso". Acho essa uma frase linda (lógico, rs*), mas se o cara não for bem resolvido, se ele não se amar primeiro, não tem personagem/mulher no mundo que consiga fazê-lo feliz! E homem também tem que se amar ..não tem essa de "amor próprio ser coisa de mulherzinha", mas depois entro nesse assunto, quem sabe num outro post.

Voltando a falar das "almas gêmeas" .... É claro que ter alguém pra amar e que nos ame é ótimo, saudável e, em minha opinião, necessário, mas essa pessoa só conseguirá lhe fazer bem se você já tiver consciência que a felicidade depende em primeiro lugar, de você. Quando essa ideia fizer parte da sua corrente sanguínea, será mais fácil de entender e aceitar o amor! Aliás, ficará mais fácil amar e fazer bem ao outro também, já que você se desobriga a ter 100% de responsabilidade sobre a felicidade e o bem estar do parceiro. A vantagem de entender isso é que você passa a curtir a diferença, o aprendizado, os espaços que se completam mas sem cobranças. Chegar e dizer pra alguém "você é minha alma gêmea" eu entendo o seguinte: "seja igual a mim, ou no mínimo, seja igual ao que eu sempre esperei do meu grande amor." E as diferenças tão gostosas que a vida nos apresenta? Será que alguém duvida que o arroz se completa com o feijão, o queijo com a goiabada? São opostos e se completam... Quando você exige que o outro seja a sua "cara metade", perde o encanto do adorno, do aprendizado com o que é diferente. A pessoa pode não ter todas as qualidades que você escreveu numa lista um dia, mas pode ter outras ainda melhores.

Durante minha adolescência meu filme predileto era "Only You" (Só você), com Marisa Tomei e Robert Downey Jr. Neste filme, Faith (Marisa Tomei) é uma professora que acredita que sua alma gêmea é um homem chamado Damon Bradley, pois quando era garota este nome apareceu em uma tábua Ouija (jogo do copo) e também por ter sido predito por uma cigana. O tempo passou e ela vai se casar com um médico. Faltando poucos dias do casamento ela atende o telefonema de um amigo do seu noivo, que pede desculpas por não poder ir a cerimônia pois está partido naquele instante para Veneza. O nome do amigo era Damon Bradley, o que faz com que ela não pense duas vezes e decida ir até Veneza, tentando encontrar um homem que ela não conhece. (Vou contar o final do filme, tá?!) Ela acaba se envolvendo com outra pessoa que não o Damon e se apaixona perdidamente por ele. São felizes e pronto, fim do filme. Claro que até que isso aconteça, você suspira várias vezes (eu suspirava mais com os cenários maravilhosos de Veneza), os mais sensíveis e românticos podem até ficar com um nó na garganta, mas o final é esse - ela feliz com outra pessoa que não o Damon (e nem o noivo,rs*). Platão que se lascou!. Pra quem não sabe, foi ele - Platão, que começou com essa ideia de que todos nós temos alma gêmea e só seremos felizes se estivermos junto dela; ele disse que no começo éramos um círculo com duas almas e um dia, um deus (com letra minúscula mesmo), lançou um raio e separou essas almas, nos deixando com o destino de encontrar a outra metade e para ficarmos novamente juntos.

Por isso Elisa e todos os meus queridos(as) leitores(as), esqueça(m) essa história de cara metade, alma gêmea, a pessoa que Deus preparou pra você pode ser totalmente diferente do que você idealizou um dia, e pode ser melhor do que você espera. Permita-se o diferente, o que aparentemente não vai "combinar". O melhor que pode acontecer é você descobrir um jeito de temperar essa mistura diferente!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Superando ...

E a vida vai seguindo. Lenta e ainda silenciosamente, mas ela vai seguindo seus dias sem muita cor.
Estou bastante gripada e toda prostração é entendida como vírus e não deprê! 
Daqui a pouco passa e eu volto ao estado normal de inquietação e alegria, até lá agradeço todos os telefonemas, e-mails e abraços. 
Amiga Tati me disse esta frase e compartilho aqui: "Superar é uma palavra forte. Superar é diferente de esquecer. Superar é seguir em frente; esquecer é impossível pra gente."

28/04/10




sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro

 Hoje, 23/04, é considerado o Dia Mundial do Livro.

Ao invés de ficar divagando sobre o futuro dos livros, ou o abandono que eles tem sofrido com a tecnologia em excesso, prefiro lembrar do livro que me marcou ainda na infância: "A bolsa amarela". Foi através dele que eu descobri o prazer de ler, de escrever, de ter o livro como companheiro. [Também através dele que eu descobri minha fixação na cor amarela, rs*.  Continuo com o wishlist amarelo: bolsa de couro, notebook,  alguns acessórios da casa nova (e ainda imaginária). ]
Voltando ao livro, apesar de ser considerado 'infanto-juvenil', acredito que todos os adultos deveriam considerar a leitura dele como obrigatória. Prova disso é a conclusão que o galo Afonso chega num dado momento:

"Então eu chamei as minhas quinze galinhas e pedi, por favor, pra elas me ajudarem. Expliquei que vivia muito cansado de ter que mandar e desmandar nelas todas noite e dia. Mas elas falaram: "Você é o nosso dono. Você é que resolve tudo pra gente. "Sabe, Raquel, elas não botavam um ovo, não davam uma ciscadinha, não faziam coisa nenhuma, sem vir me perguntar: "Eu posso? Você deixa? "E se eu respondia: "Ora, minha filha, o ovo é seu, a vida é sua, resolve como você achar melhor", elas desatavam a chorar, não queriam mais comer, emagreciam, até morriam. Elas achavam que era melhor ter um dono mandando o dia inteiro: faz isso! faz aquilo! bota um ovo! pega uma minhoca! do que ter que resolver qualquer coisa. Diziam que pensar dá muito trabalho." (parece algo 'de criança'?)

No Dia Mundial do Livro, entendo que existem livros que marcam, que fazem companhia, que mudam nossas vidas, que nos fazem viajar no tempo e nos espaços... Livros que merecem atenção, cuidado e menos Playstation, Orkut, Facebook, Wii etc...

Luto


Este post é um total desabafo...

Minha avó faleceu na quarta-feira de manhã e ontem foi o sepultamento. Nestas horas de dor mais intensa, o caráter e a dignidade das pessoas são mostrados de maneira que em outro momento não seriam revelados. Vi o caráter, ou melhor, a falta dele, de algumas pessoas e, a atitude delas me fez refletir sobre o que pensam sobre a vida, o que elas consideram importante e de valor. Detalhar o que aconteceu é o que eu mais quero, mas em respeito a dor da pessoa que mais amo nesta vida (minha mãe), eu não irei fazê-lo. O meu quase protesto por conta de uma “cambada” de filhos sem mãe. É, porque gente daquela laia não tem mãe, não tem pai, não tem Deus. Pautam suas atitudes pelo egoísmo e mesquinharia. Afff...

Tenho que deixar aqui registrado o carinho e o apoio que recebi. Mensagens pelo celular, ligações, e-mails... Tive o apoio de pessoas que estão ao meu lado diariamente, e também daquelas que estão a distancia. O carinho de uma pessoa muito querida e especial que chorou junto comigo e me apoiou mesmo de longe. A força e o abraço de quem entendeu minhas limitações. A amizade que se fez presente através de telefonemas constantes. “Suportar” a dor do outro, a ponto de fazer algo que realmente detesta (fico devendo esta, pastor!), enfim, eu me senti confortada para que então pudesse ser forte por quem necessita precisa do meu apoio agora. Parece pouco, mas tudo o que eu posso dizer é: O B R I G A D A!

Ps: Jamais irei esquecer do "beijo doce e abraço quebra osso", das rosquinhas, da hiperatividade da minha avó!  Agora ela descansa...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quero muito ...



Dois feriados na semana e um domingo muito complicado fazem de mim um ser que quer muitas coisas... entre elas, ir pra Teófilo Otoni matar saudades do sorvete de queijo e do Mate Cola.



Vou contar até 3 ... quem me manda pra lá?

19/04/10

sábado, 17 de abril de 2010

O que faz uma relação perecer?


“Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.”Mário Quintana


Estive conversando com uma amiga sobre o que faz um relacionamento perecer e chegamos à conclusão (por pura observação) que a maior parte das pessoas não percebe que os sentimentos não cuidados tem validade! É como se elas achassem que o amor por si só, se basta; ou se não precisassem cuidar do outro.

No inicio do ano eu acompanhei uma história de amor a distancia. Mesmo eu não acreditando em amores assim (Amora, você sabia disso desde sempre), acabei incentivando minha amiga a tentar, a investir. E ela investiu. Durante um tempo eles conversaram, trocaram e-mails, ela se fez presente no aniversário dele, mas depois de algumas semanas, pereceu. Continuaram suas vidas, ele de pássaro e ela de miss. Ficou a sensação de que deixaram de viver o que poderia ser o grande amor da vida deles, mas na verdade o que não foi cuidado pereceu. Ele? Ela? Vai saber quem deixou de cuidar! A questão é que o casal ficou no “se”: “se tivesse beijado”, “se morássemos mais perto”, “se tivesse tomado Dan’up” (kkkk).

E assim como esse quase amor entre Rio e Minas, tantos outros aqui perto repetem a mesma receita. Não se preocupam mais com a conquista diária, com o cuidado pelo outro, não alimentam o interesse... colecionam "nãos". Esquecem que amizades que não são alimentadas acabam. Paixões que não são vividas morrem. Amores não cuidados deixam de existir. Afinidades desaparecem, plantas não regadas secam, saudades param de doer.

A verdade é que nenhum relacionamento se sustenta sozinho. É preciso que todo aquele que desejar manter um relacionamento que não seja com o poste, tenha a consciência de que precisa cuidar. Seja uma amizade ou um casamento!Erros, defeitos, problemas, sempre iremos encontrar, mas o grande “lance” da vida é enxergar o relacionamento como um carro: não precisamos esperar ter defeito pra cuidar. A manutenção preventiva é sempre mais barata e eficaz do que a manutenção corretiva.


Ao som de Hebert Vianna e Leoni, Por que não eu?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Muito prazer, eu sou assim!

Depois que mudei o template do blog, todo mundo fica falando que falta um lugar que mostre quem eu sou.

Ele existe, fica no finalzinho da página. Só que começaram a dizer que ali não diz nada sobre quem eu realmente sou. Vou aproveitar que hoje estou extremamente bucólica (sim bucólica, querendo o simples,uma casinha branca com varanda, um quintal e uma janela para ver o sol nascer - e não melancólica!) para falar um pouco sobre mim.
Ana Santos, muito prazer (tenho que aceitar esta minha nova identidade, rs*). 26 anos, nascida em São Gonçalo, uma sonhadora incorrigível. Trabalho em uma editora evangélica com Multimídia e Produção Musical. Amo o que faço e onde trabalho. Já sofri muito por estar em lugares que abominava. Gosto das pessoas que me rodeiam. Me aproximo de todos com facilidade, mas prezo muito os amigos verdadeiros que tenho.(Sei bem como algumas “amizades” são efêmeras.)
Sou chata, gosto das coisas do meu jeito, tenho manias, tenho defeitos. Falo muito, penso mais ainda. Penso tanto que sinto necessidade de escrever. Às vezes escrevo mais que leio e isso só faz aumentar a lista das coisas a fazer antes de partir (sim, é uma alusão ao filme).
Tenho rugas apenas quando sorrio. Isso me deixa contente. Meu corpo não é exatamente o que poderia ser mas nos entendemos bem. Já sei como ele funciona e ele não me deixa na mão quando preciso. Ótima máquina. Precisa de manutenção e ajustes, mas qual máquina não precisa?
Tenho pais separados, estou sempre perto da minha mãe, sou irmã do meio. Adoro meus irmãos. Brigo por eles sempre que julgo necessário. Também brigo com eles sempre que julgo necessário.
Já pulei elástico, brinquei de pique esconde, subi onde não consegui descer sozinha depois, assisti o Brasil em cinco Copas do Mundo. Já vi o Vasco perder para o Flamengo tantas vezes que assumi conscientemente a sina de ser vice,rs*. Amo futebol. Entendo de futebol. Só assisto quando tenho vontade.
Caí de bicicleta, rolei escadas e fiquei presa em elevador. Tenho joelho marcado, uso óculos e detesto meu dente torto... Tive uma infância tranqüila, não foi das piores, mas planejo melhores para os meus filhos
Sonhei um dia ter quatro filhos, todos depois dos 35 anos, três meninos e apenas uma menina. Hoje, sei que me sentirei mais do que realizada se tiver dois meninos, quem sabe aos 30. Fico imaginando os nomes e sei da briga que será para escolhê-los. Quero que sejam arteiros, inteligentes, e criados na igreja. Eu não freqüentava a igreja quando era criança e nunca dancei “sou uma florzinha de Jesus”, nem “homenzinho torto”. Por isso que fico cantarolando com a Luciana hoje em dia.
Sinto saudades daquilo que não conheci, mas, sobretudo do que já vivi. Sou uma pessoa extremamente saudosista. Não consigo dizer adeus com facilidade. Sempre procuro pessoas que foram/são importantes, mesmo que através de um e-mail, um recadinho no Orkut ou coisa parecida. Me chateia o fato de ser muitas vezes a única que faz isso...
Gosto da natureza e de passear de mãos dadas num fim de tarde, gosto de ver filmes e de ler. Gosto da companhia das pessoas, mas adoro a minha. Acho que gosto mais da minha companhia do que a de algumas pessoas. Gosto de ler livros, jornais, revistas, blogs, panfletos, bula de remédio, outdoors, qualquer coisa serve.
Detesto comida muito quente. Meu café é forte e com pouco açúcar. Só bebo leite forçada pela gastrite. Gosto de peixe e frango, a carne vermelha só mesmo em churrascos, não gosto de chuchu. Adoro queijos e doces (não muito doces). Cozinhar para mim, tem que ser por prazer. Obrigada ou só pra mim não rola!
Me queimo fácil no sol. Antes adorava o verão, agora prefiro o inverno. Gosto do fogo na lareira, e um tapete bege que me acolha. Tenho um monte de alergias – cigarro, incensos, perfumes fortes, e tantas outras. As ‘ites’ me seguem - gastrite, bronquite, rinite... afff... Graças a Deus a imunidade está em dia!
Me preocupo com a velhice, o tempo passa muito rápido. Tenho medo de não viver tudo que há pra viver.
Choro com facilidade. Principalmente na presença do Senhor. Entendo que Deus fala comigo com intimidade. Não invento cerimônias e rodeios para conversar com Ele. Às vezes entro em crise por não querer as Suas vontades sobre minha vida. Acabo fazendo por entender que é o melhor pra mim. Protesto sempre. Mas Ele me entende, afinal de contas, o Pai conhece a filha que tem. Eu o vejo como aquele Paizão que sempre chama pra conversar ao invés de brigar. Ele também briga. Estou sempre levando uns puxões de orelha. (Todos merecidos.) Mas também sempre ganho carinho e surpresas. Nossa! Como eu ainda me surpreendo! Acho maravilhosa a forma como Ele me ensina que não vi nada ainda... Nem verei porque “nem olhos viram nem ouvidos ouviram o que Deus preparou para nós”.
Procuro ter um bom coração (pode ser que alguém algum dia precise dele) gosto das pessoas e odeio maldade. Odeio magoar quem eu gosto, fico mal com isso. Às vezes prefiro ser magoada a ferir alguém que me tem em grande estima.
Esse mundo anda meio virado, mas sempre tenho esperança em tudo. Ainda acredito que existam pessoas sérias e boas e que tudo sempre pode melhorar. Dizem que sou inteligente e divertida, e isso me enche de orgulho. Meus amigos dizem que sou fofa (ninguém tem coragem de dizer que sou gorda,rs*) e pateta. E que pareço mãe do meu irmão (ainda bem que não sou,rs*, mas eu o trato sempre como meu filho. ).
Nunca fumei, nunca bebi, me droguei ou passei a noite fora sem que soubessem onde estava, e me sinto muito bem com isso. Prefiro chocolate amargo e não gosto de ganhar flores e ser lembrada apenas nas datas comemorativas.
Sonho em morar em Londres e também em Roma, pelo menos três meses em cada lugar. Penso em viajar pelo Brasil quando sobrar dinheiro. Jornalismo virou minha paixão. O Direito será meu amor eterno, um dia nos encontraremos novamente. Quero ter MINHA casa, dois cachorros (Pipoca e Astro), e aprender a dirigir. Peço saúde e as pessoas que gosto por perto. Com isso já estarei satisfeita.

Parafraseando um ilustre desconhecido: "sei que parecem idiotas as rotas que eu traço, mas tento traçá-las eu mesmo".

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quando é que a gente perde o medo?

Conversando com uma das minhas leitoras do blog sobre “Nuggets, Nadine e outras loucuras” ela me confessou que tem medo, não de viver um amor assim, mas de demonstrar o amor que já sente por um incógnito príncipe.
Você já assistiu ao filme "O curioso caso de Benjamim Button"? Parei para assisti-lo no fim de semana e confesso que me trouxe algumas reflexões, do tipo: já que não sabemos o nosso tempo de validade, porque nós temos tanto medo de viver? Por que perdemos tempo com coisas que sabidamente não tem futuro? O Benjamim nasce velho e vai rejuvenescendo ao longo dos anos, ele sabe quanto tempo de vida tem, e não desperdiça esse tempo com relacionamentos efêmeros ou pessoas que não vão acrescentar grandes valores a sua vida.
Diferentemente do filme, nós não sabemos nosso tempo por aqui. Pode ser que vivamos mais 5 minutos ou façamos hora extra como a Derci Gonçalves (rs rs) ; a questão é se não sabemos o tempo que nos resta, por que perdemos tempo com medo de viver? O máximo que pode acontecer é viver!
Por isso, viva sem medo! Não tenha medo de se declarar, de arriscar uma nova carreira, de apoiar um amigo que resolveu largar o emprego chato e burocrático para estudar História da Arte. Chega de ficar só respirando, viva! E não pense que é fácil sair dessa rotina de “inspirar e expirar” (recentemente me disseram que não me entendem exatamente por isso, me esforço para viver 24 horas por dia, mas em alguns momentos eu apenas respiro, mas entendo que é um processo, as vezes lento, mas o importante é que ele comece!), mesmo que em alguns momentos você volte a respirar somente, não desista da vida que acontece em você!
Se é pra viver, então eu prefiro ficar com quem é importante pra mim, enquanto estou viva, nem que seja por alguns poucos minutos e não uma noite inteira com a pessoa velando meu corpo quando eu morrer. Fico com as gargalhadas dos amigos enquanto estou viva, e abro mão das lágrimas deles quando eu morrer. Prefiro os telefonemas (nem que seja pra dizer "Oi"), do que as ligações entre os familiares avisando que parti. Quero que me entreguem uma flor solitária agora, mas não comprem coroas que irão pro meu velório (Que ninguém gaste com isso, tá? As flores são caras e eu não vou sentir o cheiro de nada!). Acho melhor ouvir todas as palavras a meu respeito enquanto estou viva, do que um dilacerante discurso de despedida (que a minha família terá que ouvir, eu não!!). Eu não espero outra oportunidade para dizer que amo, isso pode não acontecer. Não espero a vida passar pra perceber o quanto ela é boa...
Sabe quando é que a gente perde o medo da roda gigante? Quando já está no topo dela e o único jeito de sair vivo dali, é girando! Então gire a sua vida...Enfim, viva sem medo! Declare-se, mude-se, emagreça, engorde, case-se, tenha filhos, não tenha mais filhos, mas viva! Não importa se até hoje você só respirou, está na hora de começar a viver!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Borboletas

Esse texto do Quintana é bastante significativo pra mim por dois motivos: o Panelinha e o que ele representa e, porque minha irmã diz que quando lê, lembra de mim.

Borboletas
'Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!'

Mário Quintana

terça-feira, 13 de abril de 2010

Beijo!



Na última sexta-feira estava ouvindo um programa no rádio e descobri que hoje, 13 de abril, é o dia do beijo. Cheguei a comentar na sala com meus colegas de trabalho e me espantou um dizer que é só mais uma data comercial. Comercial? Fala sério, o máximo que se pode gastar para agradar nesse dia é com Halls e Clouse-up! Como beijar é bom, né? Beijo de mãe, beijo entre irmãos, beijo dos amigos, beijo apaixonado, beijo cheio de saudade, o quase beijo que vale tanto quanto se tivesse acontecido, o beijo com vontade e tantos outros.

Beijo de mãe é o primeiro beijo que a gente conhece. Mãe parece ter a mania de querer beijar por qualquer motivo. Toda hora beija e algumas crianças se irritam com isso. Outra coisa que mãe tem mania é de querer que a criança beije qualquer “tio” ou “tia” que apareça pedindo um beijinho. Se o pimpolho não está a fim, não beija. É chato beijar só porque a mãe mandou. (se algum dia for mãe, tentarei lembrar disso!) Alguns tem família beijoqueira. Pai, mãe, irmãos, tios, tias, avós, todo mundo se beija, mas também algumas pessoas são frias, secas e não conseguem demonstrar afeto, carinho, com beijo...

A gente cresce e começa a ouvir do poder mágico do beijo apaixonado. As mulheres principalmente! Desde muito cedo aprendemos que o beijo apaixonado livra qualquer uma das garras de um feitiço, encantamento, perdição. E aí gente cresce um pouco e percebe que é através do beijo que se pode ficar enfeitiçada, encantada e acabar se perdendo (ou se achando), mas é melhor não entrar no mérito, rs*. A questão é que todas nós já nos vimos naquela situação do “beija ou não beija”, (em qualquer idade, fase da vida isso vai acontecer em algum momento!) e haja adrenalina! Pra começo de conversa, não se começa um beijo anunciando ou pedindo um beijo, ou então toda a magia do beijo acaba com a pergunta, com o aviso! (O único pedido de beijo aceitável está na música do Sixpence None the Richer, que está tocando ali em cima, e só porque a música é gostosinha!) Muito tempo atrás eu escrevi uma crônica sobre o desejo que a boca tem de beijar alguém, e lembro que umas amigas na época se chocaram com isso. Gente! Não vou ser hipócrita ou pudica, a boca pede o beijo! Parece que ela ignora todas as outras funções para isso! Na verdade, a boca só pede o beijo depois que ele já aconteceu, no mínimo, com olhos. Você conhece a pessoa e fica imaginando o beijo, olha pra boca tentando descobrir como vai ser, (tenho uma amiga insana que ficou pensando se o pretendente a namorado tinha cárie ou não antes de beijá-lo! Mas ela é louca e dentista, então... deixa pra lá!) e quando percebe, já beijou, no pensamento, na fantasia, mas já beijou! Quando ele sai do imaginário e parte para a realidade é que pode ser ouvir sinos ao fundo (Os Normais kkk) ou torcer para acabar logo porque é ruim de doer! (Breve consideração sobre os beijos ruins: o beijo pra ser bom tem que combinar tato, olfato, paladar e sentimento. Se faltar um desses ingredientes, já era, o beijo vai ser ruim!) 
Voltando a falar de beijo bom... Tem aqueles beijos cheios de vontade, de saudade e que não interessa se estão em público ou a sós, o beijo acontece e parece cena de cinema. Pode ser na chuva, no aeroporto, no ponto de ônibus ou no mercadinho da esquina, se as duas bocas se encontrarem, fotografe, pois pode estar aí o próximo beijo da novela das 20h.

Acabei encontrando alguns sites que falam dos tipos de beijo que existem (quem quiser eu mando o material que achei por e-mail) e fiquei surpresa em saber que existem técnicas de beijo. Ou seja, se a pessoa que está com você não tem o beijo assim uma Brastemp, você pode comprar um livrinho pra ela e ir praticando,rs* (Elementar, meu caro leitor!)

Bem, sou adepta da teoria de que o melhor tempero é a fome, então não importa se estou beijando mãe, irmão, amor, amigas, eu tenho que beijar com vontade. Nada de só encostar as bochechas ou um selinho mixuruca... Bom é beijar de verdade, com vontade e sem restrições. Por isso, para todos que passam por aqui, eu deixo um beijo! Agora é com você... Vá batalhar pelos outros beijos do dia, aproveite que é de graça e faz um bem danado!!!


sábado, 10 de abril de 2010

Sobre Nuggets, amor e algumas loucuras

Sábado à noite, frio danado lá fora e me bate uma vontade louca de comer Nuggets. O ruim de ficar sozinha é que não dá para pedir que alguém compre pra você, se a vontade é incontrolável o jeito é levantar da cama (tão quentinha!) e ir ao mercado.

Lá vou eu, jeans e blusa de manga comprida porque o frio realmente não está facilitando a minha empreitada. Lembro que tenho que providenciar a casinha de Belinha antes que o inverno chegue pra valer. Lembro que muitos estão desabrigados e me sinto uma idiota em pensar na minha cachorrinha. Penso que sou uma idiota de ficar brigando com meus
próprios pensamentos. Sacudo a cabeça e resolvo cantarolar algo mentalmente: “você me veio como um sonho bom e me assustei...” Sou interrompida, pois alguém resolve me lembrar (gritando “meennngooooo”) que amanhã tem jogo do Vasco contra o Flamengo (argh!).

Cumprimento os funcionários do mercado. Amenidades, perguntas simpáticas e caminho até o açougue. Nuggets e nada mais - esqueça a mania de dona de casa, mantenha o foco e resista às promoções. “Você não precisava demorar tanto no corredor das massas”, pensei. Mas já era tarde, já estava com o fusili nas mãos. Pensando na combinação de temperos e molhos, ouço meu nome. “Ué? Minha consciência tem voz masculina e sotaque?” Não. Minha consciência às vezes fica muda, ainda mais quando se trata de comprar/cozinhar massas (sem a menor modéstia, minha especialidade!).

- O que estás fazendo aqui, menina?

(Será que não parece óbvio? Sábado à noite, no mercado o que eu poderia fazer? Compras. E com o frio, compras emergenciais, afff) Resolvo não ser tão “óbvia”.

- Luca, quanto tempo. Estou garantindo que meu armário não morra de solidão!

Neste momento minha amiga tão querida e reluzente surge com melão (argh!) em uma das mãos e na outra um vidro de azeite extra virgem (Yes! Nós gostamos de azeite extra virgem. Lembro que eu também tenho que comprar – tenho? É, agora que eu vi, fui lembrada, então eu tenho!). Como o frio torna as pessoas elegantes. Botas e calça pretas, blusa de gola role grafite. Elegante e com um sorriso digno de comercial da Colgate.

-[gargalhando] Jurava que ele já havia morrido...

Ela me conhece a tempo suficiente para saber que eu gosto de cozinhar, mas só quando eu estou a fim. Essa história de cozinhar só pra mim ou por obrigação, me dá nos nervos. Gosto de cozinhar quando sei que irão apreciar meu prato, ou quando já faz mais que uma semana que eu não faço fumaça em casa. Com essa minha rotina de chegar tarde em casa, os lanches se tornaram melhores amigos. Acho que foi por isso que estranhei o cheiro de comida caseira quando cheguei em casa ontem. (Por falar nisso, a sopa estava maravilhosa! Mamãe se supera a cada dia!)

- Ele esteve em coma, mas sobreviveu sem seqüelas. [Luca sai à procura de morangos. Alguém tenha a bondade de contar que não estamos na estação desta frutinha maravilhosa!] E aí, como estão às coisas?

- Ótimas minha amiga! (o sorriso parece ter ficado ainda maior!)

- Nadine, eu não sabia que você tinha tantos dentes. Onde você os arrumou? [muitos risos]

- Parece que encontrei meu sorriso no Luca. Eu nunca me imaginei tão feliz e isso me assusta. Tem horas que chega a me dar medo de tão feliz que eu estou!

- Como assim “medo”, cara pálida? Como alguém vai ter medo de ser feliz? Bateu a cabeça?

- É que parece um sonho. A forma como nos conhecemos, a maneira como nos apaixonamos, a distancia que nos separa... Tínhamos tudo para não dar certo.

- Mas está dando certo, por que se preocupar?

- Ele é diferente de tudo o que já vivi. Ele é maduro, divertido, sabe o que quer da vida e já vive o que escolheu. Tem histórias para contar e adora me contar todas elas. É carinhoso, me dedica toda atenção possível e é extremamente romântico. Gosta de coisas que eu também gosto e se deu super bem com minha família.

Juro que se tivesse como fotografar minha expressão nesta hora seria algo do tipo “então você realmente bateu a cabeça!” Até o final do ano irei providenciar uma máquina para carregar em todos os lugares, inclusive no mercado!

- Era neste momento que eu deveria entender o porquê você está com medo? Putz, vivi um momento loira!

- Você não entende porque eu tenho medo de que seja muita felicidade para uma pessoa só. Tenho medo de acordar e descobrir que me iludi, que ele na verdade tem um segredo terrível, que me enganou, que era “mentirinha”. E se ele voltar pra Portugal e nunca mais voltar? E se eu descobrir que ele é casado, ou se ele realmente for e eu nunca descobrir?

- Já ouviu falar que aqui perto tem um hospital psiquiátrico?

- Eu não estou louca, estou com medo! Com medo dessa felicidade não ser pra mim. Vai que alguém se enganou e mandou o cara que era pra outra pessoa, pra mim? Eu não vou devolver. Já passaram os 7 dias pra devolução! Reclame no Procon. [risos]

- Nadine, minha louca predileta... Eu entendo que para uma pessoa que viveu de enganos, um amor que se apresenta assim numa noite que você não tinha pretensão nenhuma, a não ser fazer uma viagem tranqüila, deve assustar um pouco. Mas pense que ele é exatamente o que você esperava que fosse. “Ele é seu número” e você quer devolver?

- [me interrompendo] Eu não quero devolver!

- Então porque esse medo? Aproveite esse homem que Deus te deu de presente! Você aporrinhou a paciência dEle dizendo que queria porque queria alguém que te fizesse feliz assim e agora você está em dúvida se ele é ou não o que você procurava? Fala sério! Eu não teria paciência para te aturar. Primeiro quer porque quer alguém que a valorize, quando recebe diz: “eu não mereço tanto”.

- Você sempre tão gentil e delicada.

- Praticidade, minha cara. Você merece essa felicidade. Ele também. Aliás, todo mundo merece “a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida...”

Gargalhamos. Decidimos ir ao encontro de Luca. Na verdade, eu decido batalhar pelos Nuggets. Cada uma para um lado do mercado, agora reclamo de ter que pagar R$ 5,80 numa caixinha de 300g. Decido que irei pagar, afinal de contas, estou com vontade e não voltarei para casa sem eles.

Já no caixa, Nadine se aproxima deixando Luca no corredor de materiais de limpeza e me abraça.

- Você tem razão, eu tenho direito de ser feliz, de viver esse amor. Obrigada!

No caminho para casa, fico pensando no que chamei de loucura. Nós, seres humanos, quase sempre as mulheres, passamos uma vida inteira desejando algo e quando o desejo se torna realidade, ficamos com medo, nos enchemos de dúvidas. Créédoo! Nem Freud poderia explicar (ou poderia?). Fico com mais uma de minhas teorias: queremos a todo custo transformar o “faz de conta” em realidade, e quando a vida real começa, temos medo de que alguém diga “Rá rá, pegadinha.”

Mas quer saber, Nadine? Só tem um jeito de saber se é sonho demais para o seu caminhãozinho: VIVENDO! O máximo que pode acontecer é você ter muitos sorrisos para estampar!

Ps: Não sei se Nadine teve coragem de contar pro Luca que não tem morangos nesta época do ano, ainda mais num mercadinho de bairro!
Ps2: Nuggets de queijo e presunto: bom demais !
Ps3: Amar sem medos é melhor ainda !! Viva amiga, viva!!

A felicidade das coisas simples

 Semana de dores. Dores que atingiram a muitos e tantos se compadeceram. Dores que chegaram numa quarta-feira chuvosa com a notícia de um tumor maligno em alguém que se ama. Dores de saber que uma amiga tão querida perdeu tudo o que tinha, inclusive a fé. Talvez por tantas dores, tantos pesares, eu esteja tão sensível a felicidade do cotidiano. A felicidade do que é simples, possível e óbvio.
Felicidade que encontro ao me sentar ao lado do motorista no ônibus e conversar sobre meu gosto (duvidoso?) em cantarolar “Sandra Rosa Madalena”, ou mesmo em falarmos dos carros de homens e os das mulheres, e como nós, mulheres, fazemos besteira no transito e ainda achamos graça.
Felicidade de chegar em casa 40 minutos antes do habitual e encontrar as luzes acesas, gente no sofá, barulho de panela de pressão e cheirinho de comida da mãe. A felicidade de encontrá-la sorrindo e poder abraçá-la não tem comparação. É amor demais. É amor de mãe. É amor de filha. É amor de filha que sabe que é bom ter mãe, e mãe por perto, em segurança.
Felicidade em sentir saudades. Putz, mas sentir saudades dói feito prender o dedo na porta do carro (Martha Medeiros me contou que dói assim...rs*), mas se eu pensar bem, só sinto saudades porque eu amo, e melhor, porque tenho uma história pra contar com esse amor. Descobri que esse amor (entre eu e minha irmã), vai muito além de sangue. Ela sabe exatamente como eu sou e ainda assim me ama. Eu sei tudo a respeito dela e ainda assim a amo. É por isso que faz tanta falta tê-la por perto. Mas se eu sinto falta, é porque ela é importante, do contrário, mesmo que estivesse aqui, não valorizaria a sua presença.
Felicidade de receber uma mensagem no celular dizendo que gostaria de ficar abraçadinho comigo neste frio... Mulher é mesmo bicho bobo! E como eu sou boba... Me derreto e suspiro com mensagens desse tipo... (Essa minha alma romântica e apaixonada tem falado bastante alto ultimamente.)
Felicidade de gostar do que faço. "O segredo não é fazer o que gosta, e sim gostar do que se faz." É não praguejar por ter que acordar às 5h, encarar trânsito ruim todos os dias. Sabe aquele comercial “existem coisa que o dinheiro não compra”? Aqui eu posso adaptá-lo e dizer: tem coisas que o dinheiro não paga, e a minha satisfação em gostar do que faço é uma destas. Já estive bastante tempo na situação contrária, e só serviu para eu valorizar (e aproveitar) cada minuto que é estar onde estou.
Felicidade de me sentar para escrever e poder ouvir músicas da Billie Holiday na voz de Etta James e me sentir flutuando... Mesmo com o barulho som do funk invadindo as janelas do meu quarto sem respeitar meu bom gosto, eu me pego imaginando cenas de filmes em preto e branco, salas com pianos e divas do jazz cantando para os amantes. (e a alma romântica gritando novamente...)
Felicidade de ter amigas que apesar da distância, se preocupam e mandam SMS, e-mails, ligam cada vez que aparece uma notícia sobre Niterói ou São Gonçalo na TV. Isso só demonstra que não existe limite para o carinho, para a consideração, a amizade. De virtuais, distantes, essas amigas não têm nada, pois são reais em minha vida!
Felicidade de ter uma amiga que já viu o mesmo céu estrelado que eu no pátio de uma escola em MG (e se apaixonou por estas estrelas, como eu) que me ensina tantas coisas sobre tudo (e sobre o que ser quando crescer),e entra em minha sala e deixa "um chocolate para adoçar a tarde".
Conseguir surpreender e agradar alguém com um gesto simples. Uma conversa no final do dia, um bombom, uma mensagem de ânimo. Ser capaz de influenciar no bem estar de alguém é bom... Assim como brincar de “qual é a música” ao lembrar situações, pessoas, risadas, isso me faz feliz! (Tati, Elaine, nossa brincadeira me diverte! Significa que temos memória, lembranças, recordações e muito bom humor!)
Faço graça, tropeço no meio do setor de Publicações, suspiro mais alto, balanço a cabeça, faço coro com as meninas no “uuuiiiiii”, bagunço o cabelo de quem senta em minha frente no ônibus, invento bordões próprios (estou sofrendo de insônia no ônibus), teorias sobre tudo e ainda tenho a felicidade de ouvir “senti sua falta”, “você me diverte”, “você é uma figura”, ”eu amo essa menina”, “daqui a pouco ela vai surtar e gritar - Avatar”, “Ana, você não existe”, “Aninha, me faz um favor?”, “A Ana? Ana é terrível! Descobre tudo. Quase uma CSI” ... Frases vindas de pessoas que se tornaram especiais, e que de uma maneira única, contribuem para que os meus dias sejam mais leves, mais divertidos.
E é assim que eu vejo e vivo a simplicidade dos dias, da vida. Porque eu já descobri que a vida não é o que irei fazer “depois que...”, a vida é o agora, o enquanto, o simples, o cotidiano, o óbvio... A vida é o já. E se a vida é tudo e isso (e muito mais), a felicidade também tem quer!

Bom fim de semana!!