quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Quando o amor te inspira...



“Você é a maior prova do carinho e do cuidado desse Deus que te fez pra ser só meu. Depois de sonhar com teu sorriso eu acordei e vi o seu nome estava bem guardado em Deus pra mim...”


Foto da internet
Ao som de “Meu eterno namorado” de Aline Barros, testemunhei no sábado 13, duas pessoas que se amam selarem suas vidas com o compromisso de fazer da felicidade do outro o seu ideal. Presenciar o enlace de Fernanda e Victor não foi apenas um evento social, reencontrar grandes e velhos amigos, colocar a conversa em dia e tirar muitas fotos. Foi uma oportunidade rara de testemunhar a união de almas, sonhos, ideais e vontades. Quem esteve naquela cerimônia percebeu o carinho e zelo entre eles, a cumplicidade nos olhares, o amor que demonstravam ao se tocar, ao andarem de mãos dadas.
Vi amores de uma vida toda renovados com o olhar, com as mãos estendidas dizendo: eu te apoio (Tia Sueli e Tio Edson, pais do noivo e meus incentivadores. Pessoas que  quero seguir o exemplo,  que amo e não abro mão do convívio!) e amores para quem está começando a vida. Enfim, o que mais registrei naquela noite foi o amor em suas diferentes esferas: pais e filhos, marido e esposa, filhos e pais... o amor que une, fortalece, não difere classes sociais, ultrapassa limites de idade e distancia. Amor que vem de Deus e volta pra Ele em ações de graça. Amor que edifica e constrói lindas histórias, como a que Victor e Fernanda começaram a escrever dias atrás.
Deus os abençoe!

Ter esperança

Diante do horror que temos visto nos noticiários, pelos colegas de trabalho e também pela internet, tomei uma decisão: não quero mais saber de nada! Não quero mais ouvir falar sobre carros queimados, tiroteios, violência ... nada do tipo! Quero trazer a memória o que me esperança.” (Lamentações 3:21).

Esse tem sido meu lema para diversas áreas da minha vida. Sempre tive excelente memória, o que me faz sofrer em alguns momentos, mas decidi não mais alimentar lembranças que me machucam. Quando elas surgem, logo começo a cantar, direciono o pensamento para outra coisa, evito totalmente a dor. Nem sempre é fácil, mas me esforço cada dia mais... Lembro do profeta Isaías pedindo ao Senhor que lhe avivasse a memória (Isaías 43:6a) e procuro fazer o mesmo.

Quanto aos ataques aqui no Rio, oro para que o Senhor guarde e livre a mim e aos meus queridos. Procuro ser prudente, mas não deixo de seguir minha rotina. Poupo meus ouvidos das notícias sensacionalistas e encho-me do que me edifica. Já tem muita gente dando IBOPE para desgraça.

#prontofalei!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sobre ser essencial, não invisível


Leia ao som de Titãs - É preciso saber viver

Alice tinha a vida tranquila, sem grandes acontecimentos ou novidades. Sua rotina jamais era alterada. Todos os dias acordava às 6:20h, alimentava o gato após tomar banho e tomava seu café da manhã assistindo o noticiário. Era completamente alheia ao burburinho de pessoas entrando e saindo dos vagões entre as estações de Inhaúma e Catete do Metrô. Trabalhava num escritório de contabilidade e escondia-se atrás de pilhas e pilhas de documentos de uma grande cliente. Nas reuniões sociais, ela estava sempre num canto, quieta, observando as pessoas enquanto ninguém a observava. Um dia Alice não foi trabalhar, o que se repetiu nos cinco dias seguintes. A quantidade de documentos acumulados em sua mesa era absurda. Na semana seguinte, Alice também não apareceu. Algumas pessoas já sentiam sua ausência, na verdade, estavam incomodadas com tantos papeis na mesa dela. Quinze dias após seu “sumiço”, Alice reapareceu. Bem vestida, usava óculos e roupas de grife. Entregou um envelope ao seu chefe e saiu sem dizer uma palavra. Era uma carta de demissão diferente de qualquer outra lida por ele, dizia:
"Cansei de ser uma geladeira. Não quero mais ser aquela de quem as pessoas só valorizam quando não estão mais perto. Quero ser valorizada a todo instante, ainda que seja tímida, ainda que seja quieta, ainda que seja eu mesma. Quero ser valorizada enquanto vivo, enquanto sinto, enquanto ouço e vejo o que está a minha volta. Estou me demitindo da função de contadora e da vida medíocre que aceitei por tanto tempo. Deixo de ser geladeira para ser água: essencial!"