terça-feira, 31 de agosto de 2010

Meus erros ... nossa última carta ...

Espero aprender com os meus erros, pois há muito tempo deixei de acertar, minha querida. Seus passos ficaram mais afastados dos meus, e entendo que colaborei para isso.

Por muito tempo em minha vida evitei arriscar, me acomodei às situações, a circunstancias que não me acrescentavam absolutamente nada de positivo e, não encontrava forças nem motivos para desejar mudar, mas você mostrou que minha vida poderia ter um novo sentido.

Não terei novamente a chance de acompanhar as meninas em seus primeiros dias de aula, nem poderei ouvi-las contar dos namoradinhos na escola, ou que finalmente decidiram qual carreira seguir. Hoje elas já não precisam mais de mim, são independentes, tem opiniões sobre tudo, inclusive sobre mim e, infelizmente, é só mais uma opinião entre tantas outras. Faria tudo diferente, seria mais amigo, mais presente, mais bobo, mais pai.

Tantos erros cometidos e alguns eu nem me dava conta... Quantas vezes lhe ouvi reclamando do celular sempre fora de área, e ainda que estivesse trabalhando, você tinha necessidade em ouvir minha voz. As viagens que planejamos, móveis que não compramos, restaurantes que não visitamos... Hoje todas essas coisas me parecem tão importantes, tão urgentes ... Eu me preocupava com o que julgava importante e perdi a prioridade da vida.

Sua decisão foi tomada e me dói saber que não irá voltar atrás. Me contentei com nossa história da forma que estava sendo contada, e hoje percebo que poderíamos ter vivido muito mais.

Espero que você encontre um novo caminho, desta vez, menos complicado, menos solitário. Quem sabe um dia a gente se encontre, e eu possa mostrar que aprendi. Quem sabe um dia, eu tenha uma nova chance...

"Não tenho dúvidas que com você daria certo ...
Com você o meu mundo ficaria completo."
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Texto para 12ª Edição In Verbis.

domingo, 29 de agosto de 2010

Tardes de domingo

Assuntos não me faltam pra escrever: os bastidores das gravações com as crianças (que me encantaram de forma sem igual!), crônicas sobre as observações dos últimos dias (ser excluída só por estar feliz, pode?), notícias de Tangamandápio (hehe) e minhas loucuras habituais, mas  hoje simplesmente não consigo pois a única coisa que surge feito um anúncio em neon na minha mente é: FAMÍLIA, MEU MAIOR PATRIMÔNIO! E por isso preciso agradecer ao Senhor pelos momentos que passei em família, destaque para o café da manhã de novela com irmão estilo Chuck Noland (Tom Hanks em Náufrago).
Prometo que ao longo da semana vou postando as novis e, quem sabe, já com as fotinhos do makking off.

Tenham todos uma semana abençoadíssima!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sobre leis e política

Se existe algo que eu quero (e quero com força) é lecionar Direito Constitucional um dia. Quero por vários motivos: porque tive o melhor-professor-do-mundo (Ozéas Corrêa) e almejo ser 1/3 do que ele foi para seus alunos, porque acredito que todo cidadão deveria receber uma Bíblia e a Constituição ao ser registrado em cartório e, porque adoro os palcos, digo, as salas de aula, rs*. Vejo cada dia mais a necessidade das pessoas conhecerem um pouco mais das normas que regem seu país. Se soubessem das leis que as protegem, não temeriam correr atrás de seus direitos e não venderiam seus votos.

Todos os dias recebo, de pelo menos 5 (sim, C I N C O) pessoas diferentes, mensagens eletrônicas me dizendo o motivo de  não escolher determinada canditada. Recebo também, mensagens dizendo para votar na outra, pois além de mulher ela é evangélica. Ou seja, eu não devo votar na candidata A mesmo sendo mulher, mas votar na B pois além de mulher, é evangélica e evangélica vota em evangélica. Ah, dá um tempo! Cansei! Todos tem o direito de manifestar suas opiniões (assim como eu estou fazendo no momento), esse é o princípio básico da democracia, mas, o que me tira à paciência é o fato das pessoas justificarem suas escolhas por classes: “votarei na Dilma porque quero uma mulher pra presidente” ou então “votarei na Marina porque ela é evangélica”. Isso é demência! Eu decidirei meu voto por achar que meu candidato é a melhor opção, é o mais capacitado, por acreditar que possui qualificações para exercer o cargo para o qual se candidatou. Não dá pra escolher alguém para ser presidente do Brasil porque é mulher ou evangélica, como eu.

Já fui esquerdista, passava parte do tempo livre que tinha entre às aulas do Pré e o trabalho, na sala do José Messias (PT), lá na ALERJ. Conversava muito com alguns radicais do PSTU e também com a Aspásia, do PV. Consciência política? Sempre tive, e nunca concordei com o que chamam de política hoje em dia. Vivemos tempos de politicagem e safadezas. Hoje procuro manter minha linha de pensamente centro-esquerda, ou quase perto do equilíbrio desta visão. Continuo achando que São Tomás de Aquino, Maquiavel, Santo Agostinho, Montesquieu, Karl Mark, Condoleezza Rice, Koffi Anan, Maria Helena Chauí é que sabem (ou sabiam) o que é POLÍTICA DE VERDADE!


Ah! Outra coisa que tem me incomodado bastante é um e-mail FALSO que circula livremente como se fosse verdade: anular o voto faz com que a eleição seja anulada! É MENTIRA! A Lei não prevê isso, (vide art. 224 da Lei 4.737/65) até porque voto nulo é um voto apolítico, completamente diferente de nulidade da eleição. A nulidade do voto é a manifestação da vontade do eleitor, seja por acreditar na inexistência de candidatos "aptos" a ganhar seu voto, ou seu descontentamento com o cenário político. Então se decidir anular seu voto, meu querido amigoe-leitor (entendeu?) deste blog, faça isso sabendo que não está contribuindo para uma anulação da eleição, você está apenas se isentando da responsabilidade em escolher seus representantes, e com isso, deixando cada vez mais fortes àqueles que pensam por você!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

10 coisas que eu odeio em você

1 Odeio quando me diz que tudo é muito complicado.
2 Odeio como usa a falta de memória como desculpa pra tudo.
3 Odeio como você nunca responde minhas mensagens.
4 Odeio o fato de você saber exatamente o que falar para me desarmar, para me fazer desistir de uma briga.
5 Eu odeio como você perturba a minha sanidade mental.
6 Eu odeio como está em quase tudo o que penso e quero.
7 E odeio quando você some.
8 Eu odeio quando me faz rir muito, e mais ainda quando me faz chorar.
9 Eu odeio quando não está por perto, e o fato de não me ligar.
10 Mas eu odeio principalmente, não conseguir te odiar.
Nem um pouco, nem mesmo por um segundo, nem mesmo só por te odiar.

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Ainda agora estava conversando com um amigo sobre como odiamos certas coisas nas pessoas que amamos. Fizemos uma lista tão grande de coisas que odiamos que pareceu ridículo odiar quem nos faz sentir amor.
Inspiração/plágiodescarado no filme "10 coisas que eu odeio em você".

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

É o fim!!!

Todos os dias, a caminho do ponto em que pego o ônibus fretado pela empresa, passo em frente a uma banca de jornal de um italiano muito simpático, que sempre me ensina uma palavra ou expressão de sua terra natal e isso muito antes de Passione existir, diga-se de passagem. Alias, me recuso a ver Tony Ramos numa versão Terra Nostra, pois ainda me lembro dele em fase tupiniquim-global de casamento grego, ora bolas! Mas o assunto não é este, é a banca, ou melhor, o que tem na banca: Turma da Mônica Jovem (em mangá!!). Como assim? O que meus quatro filhos imaginários podem esperar do mundo dos gibis?
Estou em choque. 220v. Não sei se resistirei!
É o fim...

Credo.... Voltei ainda mais dramática ... juro, não assisti novela mexicana nestes dois dias em casa!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Em busca do Marrone perdido....

Estou em busca do meu Marrone!
Não, não vou criar uma dupla sertaneja, porque afinal de contas, não canto tão bem assim... Marrone é meu pinguim de geladeira imaginário. Antes eu até queria o Bruno, mas digamos que este nome não anda em alta... tsc tsc tsc. E nem que o mundo acabe eu vou desistir de ter um Marrone na minha geladeira! (só faltou o dumderarirum da música deles, rs*).

E tenho dito!


Sobre Maktub, reencontros e calça apertadinha

Nada é por acaso, tudo está escrito! Eu sei que esta frase totalmente “Maktub” parece reflexo do meu xaropinho das 9h, mas é que estou vivendo uma sequência de acontecimentos em que “tudo se encaixa” direitinho feito peças de um grande quebra-cabeça... mas esse papo ½ Glória Perez ½ Paulo Coelho fica pra outra hora...

Ontem reencontrei uma amiga da era paleozóica (tsc tsc) no MSN e o papo foi ótimo! É a tal da afinidade, sabe? É ela que permite que mesmo depois de anos sem o menor contato, a conversa flua naturalmente. Matar saudades é bom! Seria melhor se tivesse sido na pensão do Belo (eu e a Lolô, vez ou outra almoçávamos numa pensão em que a dona era a maior – em todos os sentidos – fã do Belo, então eram fotos espalhadas por todas as paredes. O sacrifício valia à pena, pois a comida era fabulosa!).

Mudando de assunto, como é difícil aceitar o fim em alguns momentos, heim ? Até a sobremesa mais saborosa, mais maravilhosa (‘delicia de banana com suspiro’) uma hora acaba e nós precisamos entender e aceitar isso. Mas quem disse que é fácil? Meus amigos engenheiros (do Havaí, tsc tsc) já tinham dito uma vez que quem sabe ‘num dia desses, num desses encontros casuais, talvez a gente se encontre, talvez encontre explicação’, mas a danada da explicação demora a vir, demora a fazer sentido, e até lá, a gente fica com cara de tacho, com voz embargada na garganta, o choro que vem e volta, e o coração na mão. Ih, esse assunto é onda do xaropinho, ainda mais porque não é da minha conta, então melhor deixar quietinho, né?

Estou em casa me recuperando, colocando leitura em dia, revisando alguns textos e ouvindo “Evidencias” (Chitãozinho e Xororó) porque ontem o programa Ídolos foi tudibom com a noite sertaneja e eu ainda estou na vibe da calça apertadinha, tsc tsc!

domingo, 15 de agosto de 2010

Escrevem-se cartas

Estou gargalhando um bocado enquanto passo a roupa para ir trabalhar amanhã e não resisti: se tudo der errado na vida, monto uma banca e vou escrever cartas na Central do Brasil (isso depois de tentar ser roteirista de stand-up, rs*). Nota mental: escolher bem a marca da caneta (valeu Fantástico por me fazer pensar nisso!).
PS: Ray, será que você ainda será minha cliente? tsc tsc tsc

Dor e loucura

“Se tudo der certo, eu e você vamos sair ilesos daqui, querido! Logo os Bombeiros irão chegar e retirá-lo do carro. Sairei depois e vou puxar as orelhas daquele motorista imprudente que avançou o sinal. Ora bolas, veja se esta é a noite de revellion que se espera! Tomara que 2010 seja muito melhor que este ano, principalmente a última noite! Nunca entendi ao certo esta história de renovar as esperanças ao ver o relógio mudar, mas confesso que sua irmã me contagiou com essa vibe de ano-novo-vida-nova. Por falar nela, vou procurar o tal livro que me recomendou: “Comer, rezar, amar”, lembra-se? Apesar de bastante clichê, percebi que ela está mais dedicada às crianças depois que leu este livro, você reparou?

Querido, fale comigo, cante, assovie aquela canção irritante de ano novo da Globo, mas não se entregue. Logo o socorro irá chegar e veremos os fogos da varanda da sua mãe. Vamos querido, me fale de como detesta a ceia natureba que sua ela faz e prefere minha lasanha de caixinha. Nuno, você está me assustando quieto deste jeito. Já deve estar perto da meia-noite, os fogos estão começando... Nuno... Nuno...”

Desde que saiu do hospital, onze dias depois do acidente, Dona Heloísa começou a definhar. Estava tão debilitada que não compareceu ao funeral do marido e isso a impediu de dizer adeus definitivamente. Deixou o trabalho, descuidou da aparência e vive trancada em seu quarto. Seus pais tentam convencê-la a morar novamente com eles e resgatar a sanidade há muito está esquecida, mas é em vão. As noites são sempre iguais e confesso que dói imensamente ouvi-la repetir seu último diálogo com Sr. Nuno. É sempre desesperador quando grita o nome dele... Hoje, ao observá-la pela janela, notei como está diferente de quando a conheci, nem de longe parecia a mulher cheia de vida que veio morar no apartamento ao lado ... Maldito motorista bêbado que arrancou Sr. Nuno dela, maldita loucura que se instalou nesta casa, maldita dor que não deixa este lugar!

[Texto de participação nas edições de Oapss e In verbis]

Abaixo o bloqueio!

Letras: ou vocês passam pelos meus dedinhos agora ou farei com que paguem 700 equações de 2º grau. (Continuo contra a violência, mas esse bloqueio precisava acabar!)

Tá, não foi assim que eu resolvi a questão do bloqueio, mas é que fica mais divertido imaginar que foi deste jeito. Problema resolvido! Parte da solução está em não me cobrar tanto, em me dar o tempo que precisava para que os textos fluíssem naturalmente. Para ajudar no ‘processo’, me perdi (propositalmente) na livraria e ao invés de mapa, fiz a lista de livros que ‘preciso’, na sexta a noite e assisti ‘Salt’ (com Angelina Jolie).

Confesso que a minha companhia me agrada bastante. Andei um tempo fugindo de momentos a sós comigo, mas esta fase passou e me dou ao direito de assistir filme, tomar meu suco predileto (morango com acerola, culpa do Junior que me viciou, rs*), passear pelas vitrines e experimentar vários sapatos.

Se o fim de semana começou bem, terminou melhor ainda: “Os mercenários” sábado a noite (E daí se Stalone é um idiota ao falar do Brasil?! O brucutu sabe fazer um bom filme de ação!) e almoço com amigos no domingo. Talvez você aí, caro amigo leitor esteja se perguntando: “e eu com isso?”, mas é que eu estou há muito tempo querendo tocar num assunto que vem sendo amplamente comentado entre minhas amigas paneleiras: o que é ser feliz? Ontem no salão ouvi de uma garota que dinheiro É felicidade. E ela ainda arrematou que até o amor é comprado por uma boa quantia. Fiquei calada ouvindo aquelas sandices com uma vontade enorme de dar pitaco no assunto e dizer que ela está completamente enganada! Mas a vida irá ensiná-la... ah se vai! Dinheiro é facilitador, lógico, mas não é sinônimo como ela diz, e nem substituto como alguns poderiam pensar. Dinheiro não paga as gargalhadas do pirralhinho do Asafe na hora do almoço, nem mesmo as brincadeiras com um bolo queimado (juro, não fui eu!!). Dinheiro poderia me colocar em situações mais confortáveis (como comprar todos os sapatos que experimentei), mas jamais me dariam paz na hora de deitar a cabeça em meu lindo travesseiro Ortobom. Pois bem caros amigos, tenho experimentado as alegrias e inquietações de cada dia, tentando acabar com a ansiedade e evitar amarguras e acredito que estou muito perto de entender realmente o que é a felicidade!

Por enquanto é só, vou lá fazer meu chá de hortelã e me deitar, pois tá frio de doer e eu estou mega gripada (de novo!) ... Burgh.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Começo, meio e fim

Quem dera se a vida fosse um livro com capítulos definidos, personagens cientes de seu destino, sem jeito nem tinta que os modifique.

"Você apareceu do nada e você mexeu demais comigo.
Não quero ser só mais um amigo.
Você nunca me viu sozinho e você nunca me ouviu chorar.

Não dá prá imaginar quando é cedo ou tarde demais
Pra dizer adeus, pra dizer jamais.
Às vezes fico assim pensando essa distância é tão ruim...
Porque você não vem prá mim?
Eu já fiquei tão mal sozinho, eu já tentei, eu quis chamar...
Não dá prá imaginar quando é cedo ou tarde demais..."

Eternamente


"Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele."

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Maninha

Quando cheguei a este mundo, você me recebeu com muito carinho, amor e sempre pensando em proteger e cuidar...
Me disse que sempre seria mais que minha irmã: seria meu apoio sempre presente e que o laço que nos une não tem preço e durará para sempre.
Cresci percebendo que a vida era bem mais que as brincadeiras na hora de dar brilho no chão, escorregando de um lado para o outro, a vida era (e ainda é!) o bem e o mal, as tardes esperando a mamãe chegar do trabalho e a preocupação das doenças infantis e a emoção da primeira leitura. A vida nunca foi fácil, mas sempre soube que poderíamos ir mais longe se estivéssemos juntas.
Vi o tempo passar e entender que você sempre foi muito mais que uma irmãmaisvelha: você se tornou parte de mim, algo como jamais alguém poderia ser. Você é aquela que conhece minhas fraquezas e me anima a superá-las. Você me dá liberdade para rir, chorar, mostrar meu lado mais sombrio e menos glamuroso, ou simplesmente ficar quieta, apenas recebendo seu afago, seu carinho. Com você eu sou a Ana sem disfarces, sem margens e ainda assim tenho seu amor.
Nem sempre concordamos... mas nos respeitamos. Nossas opiniões, nossa maneira de enfrentar a vida podem ser diferentes... mas e daí? Apesar de tudo, qualquer que seja a situação, nós nos queremos de forma incondicional.
Em diversos momentos agimos uma com a outra como irmã mais caçula e como irmã mais velha. Obrigada por me escutar sem me julgar, por me dar conselhos sem pressionar.
Obrigada por me ajudar a ter confiança em mim, e por me fazer saber, sem palavras, que você sempre vai estar ao meu lado.
O melhor de sermos irmãs é este sentimento tão profundo de poder dividir tudo. Estamos longe, sempre ocupadas com focos diferentes, mas sempre próximas. Lutando para alcançar nossas metas, mas sem nos perder de vista. Vivendo nossas próprias vidas, mas sempre juntas.
Sendo minha irmã, você foi testemunha tanto de minhas vitórias quanto de minhas derrotas.
Você sempre espera o melhor para mim, mas me aceita exatamente como sou. Você foi minha confidente e meu apoio, você me deu esperança e me ajudou. Por que sabe mais que ninguém de que preciso para seguir em frente.
 Nós duas sabemos que não importam as circunstâncias, nem o momento, nem o tempo que tenhamos passado distantes... não existe uma brecha capaz de nos manter separadas se uma precisa da outra.
Minha maninha, fomos mudando juntas, mas para mim você sempre será a memória dos meus sonhos, a solidez do amor familiar, o cheiro de roupa limpa ...
Que a vida lhe de muitas alegrias; eu estarei ao seu lado para celebrá-las (ou pelo menos a um telefonema de distancia).
Obrigada por tudo, TE AMO MINHA MANINHA! Sempre com você - aqui, no agora e no amanhã.

FELIZ ANIVERSÁRIO!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Viva a noite!!

Quem consegue sonhar com Denzel Washington dançando "Rebolation" na sala de sua casa?
Quem? Quem? Quem?
EU!

Me senti no quadro do Gugu 'Sonho Maluco'... tsc tsc tsc

domingo, 1 de agosto de 2010

Vou diminuir para melhorar


Texto de Jonas Lemos*
Ilustração de Flamir Ambrósio


"Como eu não percebo que ainda sou o mesmo...
Como eu não me dou conta de que o novo é sempre o velho...
Como eu não enxergo que o que há de vir já veio e ainda retornará para os meus filhos como algo novo, como algo extraordinário e inovador

Será que vou precisar de mais tempo para perceber que o que está agora é o que já foi, é o que já esteve e é o que ainda há de vir? Preciso voltar e ver o que perdi nesta fila que andou...

É extremamente preciso sentar com meu filho e redescobrir o que ele acaba de aprender como novo, quem sabe talvez eu recomece a ver tudo outra vez, só que agora com mais esperança, com mais fé, mais fantasia e com mais alegria.
Talvez eu precise reaprender a vibrar como ele vibra, a acreditar como ele acredita, 
a tomar como verdadeiro o mundo imaginário. Sonhar. Isso! Devo reaprender a sonhar! Sorrir. Isso mesmo! Sorrir “gargalhando” como ele faz! Atirar-me no chão, rolar, sonhar e mergulhar na imaginação.

Imaginar que tudo é real, que tudo é possível, que tudo eu consigo, que sou o mais forte, que sou dono do mundo! Vibrar com um grito e explodir num salto toda minha alegria. Serei por alguns instantes um louco, um deficiente mental! Mas serei por um pequeno momento, inda que pequenininho, um pedacinho de tempo feliz! 

Pronto. Acabou. Agora me recomponho, sou um homem sério, sisudo, de voz eloqüente e impostada, tom firme e grave, impondo de cara minha autoconfiança (na verdade insegurança), mostrando o quanto sou maduro. Pena que o maduro está sempre perto do podre. E talvez esta seja a minha real situação.

Há, há... Preciso ficar mais verde! Voltar ao zero. Control Alt Del. Resetar minha memória, meu orgulho, meu “sei de tudo” e deixar o HD vazio! Desinfectar a memória! 

Agora vou recomeçar, mas recomeçar direito. Rever tudo quanto me ensinaram e ponderar o que realmente é verdadeiro, ou o que realmente é importante e o que será fútil!

Vou lutar pra ser menino nas minhas intenções, e ser homem nas minhas atitudes! Vou ser criança nas minhas palavras e ser gente grande na hora de assumir o que fiz de errado.

Gritar alto como menino e dizer FUI EU! Errei porque não sabia como fazer e tentei mesmo assim, porque ninguém queria fazer!

Vou chorar e espernear pra dizer que eu não aceito fazer o que todos fazem, só para tirar o meu da reta! Encolher-me e ficar assustado como um guri peralta, quando todos acharem que é o momento de revidar e bater, só pra não ficar se passando como covarde, só para se impor e fazer parecer que é melhor ou mais forte.

Agora sim. Voltei a enxergar com olhos de criança e sorrir descaradamente como um menino SEM-VERGONHA, peralta, travesso e acima de tudo, inocente e sincero. 

Serei feliz, serei realizado e terei sempre boas lembranças de mim mesmo. Não vou ter que acordar nas madrugadas lembrando de quanto fui infeliz nas decisões ou o quanto sei que sou um grande mentiroso e fraco. Mas agora serei forte, como um menino. Serei forte porque serei Eu, eu menino, eu autenticidade, eu realidade, eu sem mediocridade. 

É, é isso mesmo! Vou voltar, vou descer ao chão e me encolher. Vou me diminuir para crescer. Vou regredir para progredir. Vou me aceitar que nada sei para dar o primeiro passo ao aprendizado. Porque será assumindo que não sei que darei meu grande passo para começar a saber. Ao menos o reconhecimento do não saber será minha porta de entrada para a procura do que não sei e, quem sabe, daí possa aprender o que até aqui meu orgulho não me permitiu conhecer. 

Achei! Era isso que faltava. Eu preciso aprender que não sei pra começar a aprender o que achava que sabia! Vou voltar a ser o que comecei sendo, mas fui interrompido para ser gente grande. Eu estava no caminho, mas fui saindo, saindo para ser igual a todo mundo! Eu fui ficando igual e o que precisava era simplesmente ser eu mesmo, eu mesmo menino, eu mesmo pequeno, frágil, desprovido de GRANDES CONHECIMENTOS e com muitas coisas sem entender, porque, minha cabeça de menino, era mais simples, entendendo apenas o simples, descartando o complicado. 

Vou voltar. Vou voltar a observar os meninos, os pequeninos. Vou reaprender a linguagem da simplicidade e sinceridade. Então serei mais feliz, mais descomplicado, mais puro, mais sincero e mais autêntico. Verei que o mundo terá soluções mais rápidas, claras e diretas. Isso! Isso é o que está me faltando.

Ainda há tempo? Ahhh, o tempo agora será meu! E não serei mais do tempo. Pressa? Já não seio o que é pressa! Já viu um menino preocupado como o tempo? O tempo é todo dele! Ele vai além da concentração quando está imbuído numa tarefa! Ele mergulha tão profundamente que acredita estar num mundo real, um mundo dele, um mundo com cores reais, com palavras verdadeiras e toda a fantasia é pura realidade! Não sobra tempo para o tempo, mas sobra tempo para esquecer da hora! 

Vou seguir essa estrada, de mãos dadas com o menino. Vou deixar que ele me leve a rever o caminho que esqueci, os rios que esqueci de pular, as folhas que deixei de catar, as pedras que perdi o jeito de atirar.

Vou voltar a olhar pro céu, mas olhar com as costas deitadas no chão, as palmas da mão viradas para o solo e cabeça erguida para as nuvens e os olhos quase que fechados tentando enxergar o sol.

Agora só de pirraça, sim, pura pirraça, não vou sair de onde estiver enquanto não voltar a ser o que um dia tive a felicidade de ser e, sem saber, era feliz. 

Mas estou de volta, to voltando a ser quem fui. Sem pressa, sem me preocupar com o tempo, sem ninguém me apressando, vou de vagar, vou no meu ritmo, vou no meu sonho, vou retomar minha inocência. 

Pronto. Regredi e já não tem mais volta, já voltei a ser pequeno e não adianta tentar me convencer, porque agora minha cabeça de menino já não consegue mais ouvir e entender argumentos de gente grande. Se quiser falar comigo, fale como um menino, fale minha língua, fale direto, fale sincero e seja do meu tamanho. Fui...."

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*  Jonas é designer gráfico, surfista, músico, amigo, aquele que tem toda a paciência em suportar meus momentos de "flanelinha de mouse (tsc tsc tsc*), quem me dá dicas preciosas sobre estilos literários e que ri quando chego com um copo d'água perto dele.  Quando me presenteou com este texto fiquei maravilhada...  Se  soubesse assoviar, assoviaria. Se usasse chapéu, tiraria por este texto tão rico, tão doce. Aplaudi, elogiei e pedi para compartilhá-lo aqui.  Plagiando o Flamir "meu coração se encheu de alegria, prazer e risos, afinal, em temos de tanta frieza, tanta falta de sensibilidade, tanto desamor, a gente ainda pode ouvir, sim, o barulho dos ventos nas árvores; como esse texto, por exemplo, que nos convida a voltar a sonhar, a retomar a inocência; a voltar a enxergar com olhos de criança e a sorrir descaradamente como um menino, sem pressa."