terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sobre decepções e aprendizados

Escrevendo para tentar entender....

O homem é falho, cheio de erros e constantemente decepciona aqueles que estão a sua volta. Mas nós escolhemos servir a um Deus perfeito, imutável e que não tem duas palavras. Ainda que o homem nos engane, Deus não se engana quanto ao que planejou pra nós. Nossas vidas foram escolhidas por um propósito e ainda que não sejamos capazes de compreendê-lo, o Pai sabe ...
o motivo de cada acontecimento. Através das dores e decepções aprendemos mais a nosso respeito (como iremos nos comportar diante daquela situação), a respeito do caráter de quem nos feriu, mas principalmente, entendemos que o Senhor tem muito a nos ensinar, nos tratar e nos fazer crescer, para então frutificar. Através das decepções que sofremos, produzimos conhecimento. Amadurecemos e seguimos a diante, para testemunhar do amor daquele que nos escolheu.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sobre gospel-stars, Roberto Carlos e ministérios

Estamos num grande palco. Pregamos um evangelho de Tele Sena, onde você sempre ganha, seja no raspe aqui, com mais ou menos dízimo, digo, pontos. Nossos levitas esqueceram o que isso realmente significa. Estão mais para artistas do que para pessoas dispostas a servir na Casa do Senhor. São gospel-stars, cheios de vontades e estrelismos. Nossas igrejas vivem cheias de pessoas vazias, meros imitadores de modismos passageiros. São muitos os ministros de louvor que levam multidões em eventos patrocinados por políticos, e políticos que encontram púlpitos livres para ludibriar uma dúzia de pessoas; mas, são poucos os que estão dispostos a bater na porta ao lado e falar ao vizinho funkeiro que Jesus não discrimina ritmo, e que Ele o ama. Não me assusta ver cantores cobrando R$ 45 mil por apresentação, mas me escandaliza encontrar igrejas que pagam por isso. Se for pra pagar, porque não contratar o Roberto Carlos? Aquele ali consegue lotar até um cruzeiro que é algo absurdamente caro, o que ele não faria numa igreja, não é? Temos muitos conferencistas, pregadores internacionais, bispos, apóstolos, patriarcas, pastores com programas em todos os canais de TV aberta, mas com dificuldades encontramos evangelistas dispostos a entrar num presídio (Pr. Wagner Almeida, minha admiração eterna por seu trabalho!) e falar do amor que liberta. Na verdade, vemos aumentar a cada dia o número de preletores em frente às câmeras, e entrar em extinção aqueles que investem no Reino por amor a obra e não pelas vantagens que irão obter fazendo isso ou aquilo.

Nunca foi fácil servir ao Senhor. Aquele que disse o contrário é um tremendo mentiroso. Pra começo de conversa, Jesus disse “aquele que quiser vir após mim, negue a si mesmo”. Putz, alguém sabe como é difícil negar a si mesmo? Renunciar as suas vontades, seus planos por reconhecer que os planos do Pai são melhores (mesmo sem saber quais são) não é tarefa fácil. Mesmo sendo difícil, é melhor caminhar pela estrada estreita do que aceitar as facilidades da estrada larga da perdição. Nos perdemos com muita facilidade ao corrompermos nossos valores, ao aceitarmos pregações vazias, artistas ao invés de verdadeiros adoradores.


Reconheço minhas fraquezas e poderia escrever 13 volumes de uma enciclopédia sobre meus defeitos e erros do passado. Mas algo que jamais quis foi demonstrar uma falsa comunhão com Deus. Nunca quis subir em púlpitos para pregar um evangelho de engano, de promessas fast food e vida cristã sem sacrifícios. Não tenho coragem de segurar um microfone para pregar se a minha vida não estiver dentro de um padrão mínimo de retidão. Conheço o Deus a quem escolhi servir e sei que para Ele não importa se eu estiver pregando para um milhão de pessoas, se houver uma a quem eu devo pedir perdão. Meus sacrifícios, minhas palavras, minha adoração, tudo isso será vão se eu não fizer pela motivação certa – amor ao Senhor, amor pela obra e pelos perdidos. Quem não consegue amar aquele que está ao seu lado, como irá demonstrar verdadeira paixão pelas almas? Sua pregação será vazia, feita por vaidade para ganhar aplausos e não almas. Como eu posso desejar ir aos perdidos, se concordo em perder uma amizade por desencontros e pequenas desavenças?


Não quero fazer com esse texto uma metralhadora de acusações, mas não posso ver certas coisas e fechar meus olhos, fingir que não é comigo. Não posso me imaginar construindo um ministério semelhante a tantos outros doentes e ignorar que ele começa aqui em casa, se completa no trabalho e aperfeiçoa na igreja.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Você não é o que fala, mas o que faz

"O mundo está cheio de gente que fala muito e faz pouco, propagandeia seus feitos, mas não os apresenta; gente cujas obras negam suas palavras. Gasta seu tempo falando de façanhas que nunca realizou, de planos que nunca concretizou, de fortunas que nunca granjeou, de influências que nunca exerceu. A sabedoria mostra que é melhor falar pouco e dar conta do recado do que falar muito e nada fazer. É melhor ser humilde e realizar o seu trabalho. É melhor fazer do que falar, pois o homem não é aquilo que fala, mas aquilo que faz. O fim da linha da vanglória é o desprezo, mas a reta de chegada da humildade é a honra. Quem fala e não faz é alcançado pela pobreza, mas quem se estima em pouco e realiza o seu trabalho alcança a prosperidade."

Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Prioridades


Prioridade significa eleger o que vem em 1º lugar, ou seja, o que mais importa para nós. O que tem ocupado este lugar merece realmente esta relevância? Às vezes a gente permite que coisas que não merecem valor tomem este lugar e só descobre quando perde a comunhão com Deus, com a família, o convívio com os amigos. Ainda bem que há tempo de rever conceitos e mudar rotas, trajetos e decisões. Ainda há tempo...

“Então abra os seus olhos e olha para mim. Eu morri numa cruz, por você ressurgi. Abri mão de mim mesmo, siga-me.”