O
medo dela era tão óbvio, tão claro, só ele não compreendia. Conhecia o caminho
até ali, sabia dizer onde se perdeu e o que a feriu. Tinha medo daqueles olhos de
querer bem, da forma como ele a conhecia melhor que qualquer pessoa. Nunca foram
almas gêmeas, nunca foram iguais, sempre diferentes, mas se completavam. Tanto
tempo havia passado, o mundo deles tinha mudado tanto, dado tantas voltas, mas
permaneciam juntos, ainda que separados.
Enquanto
admirava aquela imensidão azul, questionava o que faria com tantos medos. Tinha
medo de descobrir que aquele encontro era
só mais um engano em sua coleção. Tinha medo de novamente de acreditar, de
sonhar. Interrompendo seus devaneios, sacudiu a cabeça e repetiu a frase que lhe acompanhou nos últimos tempos “sonhos não são para garotas como eu”,
e como um botão que é desligado repentinamente, já não pensou mais no encontro,
em seus medos ou no que faria a seguir.
Naquele
momento, suas certezas eram duvidosas e suas dúvidas avassaladoras. Não queria
mais pensar em nada. Num
salto desesperado e urgente, mergulhou. Só o mar acalmava seus pensamentos, só o mar
abafava o som de tantos medos.
O medo dela era tão óbvio, tão claro, só ele não compreendia. Conhecia o caminho até ali, sabia dizer onde se perdeu e o que a feriu. Tinha medo daqueles olhos de querer bem, da forma como ele a conhecia melhor que qualquer pessoa. Nunca foram almas gêmeas, nunca foram iguais, sempre diferentes, mas se completavam. Tanto tempo havia passado, o mundo deles tinha mudado tanto, dado tantas voltas, mas permaneciam juntos, ainda que separados.

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