Para ler ao som de Lembra de mim, Ivan Lins
A
saudade hoje não veio em doses homeopáticas... Veio com todas as lembranças de
todas as palavras, promessas e aromas. A vida seguiu, por um tempo doendo, mas seguiu.
Com o tempo a gente aceita, depois a saudade ameniza, a lembrança deixa de
machucar e passa a visitar o coração com uma ou outra recordação. Mas hoje não.
Ela veio com toda aquela sua peculiaridade, suas frases engraçadas, seu jeito tão
característico de me tirar do sério. Encontrei guardada
num canto qualquer a foto da pequena rebelde... Fiquei pensando no futuro que
ela construiu e no passado que perdemos com o tempo que passou. Fomos embora de
nossas vidas de todas as formas possíveis, pois deixamos o abraço, a amizade,
as risadas e a profundidade. A cumplicidade se esvaiu
e a alegria que havia escorreu pelos dedos. Como disse Marla de Queiroz certa
vez “não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você
investiu durante aquele tempo.” Aquele tempo foi nossa eternidade...
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