Pular para o conteúdo principal

Sobre abandono afetivo e alienação parental

Muito se tem falado sobre abandono afetivo e alienação parental nos últimos tempos. Ontem o Fantástico exibiu matérias sobre os dois temas, e eu que sempre quis emitir minha opinião a respeito, aproveito a deixa.
Foi-se o tempo em que o homem era o único a prover o sustento da família e a mulher era a única responsável pela educação das crianças. Independente de opiniões e valores religiosos a cerca do divorcio, se ele é inevitável, não vou concordar que os filhos fiquem sempre e somente com as mães. Já ouvi de gente muito sabida que “os filhos ficam com quem os colocou no mundo e é assim que deve ser”. Eu discordo. Filhos só dependem totalmente de suas mães, enquanto estão unidos a ela por um cordão umbilical, depois disso, podem viver muito bem sob os cuidados dos pais. A lei e o bom senso (nem sempre presente), diz que a guarda pertence a quem tiver melhores condições – financeiras e emocionais para criar uma criança. Sou filha de pais separados e por mais que me custe dizer isso, a verdade é nem todos os pais pensam no bem estar dos filhos. Principalmente o bem estar emocional, e por isso não enxergam os efeitos que suas ações têm sobre seus filhos. Alguns acham que com o divórcio e o título de “ex-marido” ou “ex-mulher”, vem também o título de “ex-pai”, ou “ex-mãe”. A alienação parental provocada por quem ficou com a custódia do menor é revoltante, mas, e os laços afetivos que são rompidos pela outra parte? Como lidar com o abandono emocional – quando por longos períodos a “outra parte” simplesmente não busca contato, não procura a criança ou se quer idealiza o encontro?
Infelizmente a nossa Justiça permite ambas as situações - alienação parental e abandono afetivo. Pagar uma indenização no valor de R$ 200 mil não irá cicatrizar as feridas causadas pela falta de comprometimento de um pai com sua filha. O hiato na vida das crianças que estão na Alemanha e forçadamente sem contato com a mãe não será diminuído caso o Itamaraty resolva se pronunciar daqui alguns anos. Que a nossa justiça não funciona, todos sabemos. O que podemos, e devemos fazer é denunciar casos como esses. Quem sabe assim, a lei mude e crie (forçadamente) pais mais conscientes de seus papeis.

Comentários

  1. Concordo Ana. Assunto especial este. Cada caso um caso. Cada dor uma dor.

    ResponderExcluir
  2. Oi Ana, família é um ponto meio complicado, mas concordo com vc...bjo grande!!

    ResponderExcluir
  3. Não suporto esse tipo de condescência na irresponsabilidade dos pais. Dinheiro jamais substituirá afeto, e tampouco servirá de resposta a razões para deformação no ca´rater por ausência de referenciais. Decidir pôr um ser humano no mundo é uma responsabilidade eterna, tem de se estar completamente e integralmente comprometido com esta vida que por sangue está inegalvemente conectada ao seu progênitor. E sinceremanete, se abster disso não irá o eximir da culpa pelo destino desta criança e se nós omissos também nos calarmos diante do que vemos e ouvimos seremos duplamente responsáveis.

    ResponderExcluir
  4. Realmente , um tema que eu teria muito a comentar, pois sou um pai que gnahei a guarda de meu filho quando ele tinha apenas 7 anos, numa separação tumultuada, e por a mãe não ter cndições psicológicas, emocionais, e tbem financeiras, e atendendo tbem a vontade do menor, a decisão da guarda foi tomada pela justiça. Hoje ele ja é um adolescente, ser humano incrivel, pessoa do bem, estudioso, inteligente, e não perdeu o carinho e amor que tem pela mãe, mesmo ela continuando a ter os mesmos problemas, e permanecer distante dele, apenas contato telefonico na maioria das vezes e muito raramente. Mas concordo com as opiniões, cada caso é um caso. um abraço
    Eduardo
    doni.amp@hotmail.com

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Sobre influência e relevância

Ao som de King of my heart , Bethel Music. Quando me propus a trabalhar novamente com comunicação sabia que estava retornando para uma área concorrida, mas onde me sinto completamente realizada. Não é apenas sobre criar conteúdo vendável para os meus clientes ou fazer a gerência de seus números nas redes sociais, trata-se de descobrir a relevância daquilo que está sendo ofertado, seja uma ideia, produto ou serviço.   Por vezes a questão da influência será superestimada para quem trabalha com mídias sociais. Aprendemos a interpretar métricas, analisar comportamentos e traçar perfis com base naquilo que é exposto, publicado. Para quem decide viver o Reino a questão precisa ser analisada de forma mais ampla. Não dá para ser apenas influente, é preciso ser relevante.     Nos últimos dias vimos uma verdadeira enxurrada de conteúdo sobre o  ClubHouse  (um aplicativo exclusivo para  iOs , onde as pessoas se comunicam exclusivamente através de áudios). O Douglas Va...

Salomão ou Tio Patinhas?

Numa conversa informal e muito agradável sexta-feira pela manhã pude aprender um pouco da história de pessoas queridas que venceram na vida. Pessoas que não nasceram em lar abastado, que não ganharam na loteria nem fizeram um casamento por interesse, mas que batalharam muito para conquistar estabilidade financeira. Comum a todos os exemplos de superação, estava o compromisso que assumiram com Cristo, além de, muito trabalho e renúncias. Em tempos quem os conceitos do Tio Patinhas ( dinheiro, dinheiro, dinheiro! ) são mais valorizados que a Palavra de Deus, fiquei feliz em ouvir que pessoas normais, pessoas como eu e você meu querido leitor, conseguiram conquistar posições inimagináveis sem fazer barganha com Deus, ou lhe apontar o dedo dizendo que “mereciam” ganhar isso ou aquilo. Um homem próspero, rico e sábio que não fez barganha com Deus foi Salomão. Na época em que viveu ficou conhecido em todo mundo graças à sabedoria que lhe foi dada por Deus. O que quase ninguém ob...

Sobre quem somos, mudanças e aquilo que nos tornaremos

Leia ao som de Who you are Então é assim, estou de mudança....Mudando de ares, de pensamentos, de atitudes, de pessoas, de sentimentos, de tudo aquilo que me prendia e me impedia de ser quem eu realmente PRECISO ser. Pois bem, chega de aceitar tudo o que falam sobre mim como se fosse verdade; eu já sei a verdade sobre mim e não quero saber se concordam ou não. (Opiniões alheias não irão me travar, de agora em diante elogios e críticas já não importam mais). Chega de abaixar a cabeça para certos valores e dogmas, não é por aí que se conquista a salvação. Basta de tanta hipocrisia! Será que ninguém vê que o  egocentrismo é autodestrutivo? Está na hora de pensar mais nos outros, de amar verdadeiramente ao próximo. Chega de ouvir tanta asneira e só balançar a cabeça em discordância ... tá na hora de balançar a sociedade e não me calar mais diante de tanta mentira ...Olhar pro futuro não é só planejar a compra da casa própria, juntar dinheiro pra uma viagem ou a faculd...