segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sobre Nova York




Passar alguns dias na Big Aple é inspirador para qualquer amante da cultura urbana. Observar os ilustres desconhecidos, admirar o trabalho dos artistas espalhados pelas esquinas, caminhar pelas ruas com a certeza de que nenhuma cidade irá lhe oferecer tamanha surpresa quanto esta. A cidade dos arranha-céus é muito mais que concreto e compras, é Central Park e folhas de outono pelo chão. Músicos que lhe proporcionam espetáculos incríveis ao ar livre, taxistas que parecem personagens de seriado e garçons tão mal humorados que você pensa estar numa "pegadinha". Mas, São Paulo está adquirindo um “que” de Nova York: a correria frenética das pessoas. Todos estão atarefados demais, ocupados demais para olhar atentamente para quem está ao lado no elevador, para dar um telefonema carinhoso, enviar uma mensagem dizendo "eu me importo com você". As desculpas são sempre as mesmas: falta de tempo, muito trabalho e blá blá blá mas no fundo, ninguém se enxerga de verdade. Dizem que o carioca é o bon vivant. Talvez seja, sou carioca e entendo essa pseudo-necessidade em puxar papo usando o tempo como desculpa. Aliás, entendo o novaiorquino que passa batido pela Starbucks, correndo com seu café descafeinado pelas ruas, assim como entendo o paulistano que reclama do transito da Marginal. Cada cidade tem seu encanto, sua cultura, as pessoas que a tornam singular, mas todas tem muito a oferecer, basta olhar com um pouco mais de poesia e, quem sabe sorrir, pois do outro lado da rua, pode ter alguém praticando o mesmo olhar. Será ainda mais fácil se estiver no Central Park... (suspiros) Porque, afinal de contas, no Central Park todo olhar fica cinematográfico no outono!  


(Texto inspirado neste vídeo. E quanto à Nova York, é mera questão de tempo até que a gente se conheça!)


Um comentário:

  1. Encantadora a sua crónica, não me importava nada de conhecer todos os espaços referidos! Bjs e boa semana!

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