sábado, 8 de outubro de 2011

Da intensidade das coisas

Vou do amor ao ódio em fração de segundos e os sinto com a mesma intensidade. Desconheço o meio termo de algumas coisas. Equilíbrio para o que é necessário. Ponderação para o que é exigido. Há quem diga que sou quase uma personagem de novela mexicana: intensa nas alegrias, nas tristezas, nas dúvidas e incoerências. Sempre pensei que a vida é mais do que retas e contornos... É pintar além das linhas, ir além do presumível, fazer mais do esperam de você faça, assumir e não apenas correr riscos, surpreender. Acredito que vale mais a pena ser alguém que vive além da mediocridade do regular, razoável, “nem bom nem mau”, do que alguém que passou a vida inteira no mediano, no tom desbotado do igual. Para viver é preciso mais do que respirar, é preciso ter gostos próprios, e não impostos. Café forte e pouco açúcar, chocolate amargo, barulho de chuva, dias nublados, fotos em preto e branco. Não sou regra, modelo ou exemplo. Eu sou, apenas ou somente, Ana e me basto em minhas intenções e intensidades.
Pra terminar, um fragmento de texto de Martha Medeiros bastante conhecido : "Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador (...). O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia".

2 comentários:

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  2. Até parece que vc escreveu pra mim Ana!! rsrs Tem tudo haver comigo! bjks e sucesso com o seu blog

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