domingo, 27 de fevereiro de 2011

A decepção não mata, mas produz dores terríveis na alma


"Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas." Marla de Queiroz



Ao som de Linger, The Cramberries



Semana passada experimentei as diversas faces da decepção e (re)conheci as dores que ela causa. Não estou falando de decepção amorosa, nem sempre os coraçõezinhos saem voando pelo monitor. Falo daquela decepção das brabas, do tipo que você ouve barulho de vidro quebrando e sabe que é a imagem que tinha da pessoa partindo em caquinhos. Decepção do tipo que desestrutura sua próxima ação, pois até ali você tinha certeza de que teria alguém COM e não CONTRA você.
Me recuso a acreditar que no mundo vai vencer sempre quem é o mais esperto, aquele que usa como regra a lei da vantagem (ou ‘farinha pouca meu pirão primeiro’). Mas eu sei por que estou sentindo tanto esse tombo: confiei demais em quem não deveria. Mesmo sabendo que eu devo depositar TODAS, T-O-D-A-S, as minhas expectativas no Senhor, e não nos homens, eu confiei.
Eu falho muito, erro em questões bobas, constantemente eu peço desculpas por algo que falei, deixei de fazer ou fui além do que deveria; sei que decepciono aqueles que estão a minha volta, mas quando tomo consciência disso, reconheço a falha e procuro amenizar o estrago. E quando a pessoa que te magoou finge que se importa e a verdade não é bem essa? Peço desculpas aos meus queridos leitores se pareço deprê, mas eu não consigo escrever algo diferente do que estou sentindo de forma tão latente. Estou com raiva de ter errado em uma coisa tão simplória, ainda mais quando meus instintos estavam gritando: “Não é esse o caminho, Ana Santos. Você vai se estrepar lá na frente, esta amizade não é tão verdadeira quanto você pensa...” É, meus instintos (tem outro nome?) estavam tentando me mostrar a verdade desde a semana do Natal, mas quem disse que eu dei ouvidos? Outro dia li por aí sobre alguém que resolveu não se iludir mais com os cacos de vidro que encontrou pelo caminho pensando ter diamantes nas mãos. Eu pensei ter encontrado um diamante: eterno, valioso, e melhor amigo da mulher, mas na verdade tinha encontrado só mais um caco de vidro. 

4 comentários:

  1. Não dá pra não dizer: ...""ppp"" orra"
    Dinovo!





    Com perdão aos leitores mais comportados!

    Rosinei

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  2. só dá para dizer: "aff""mil vezes aff"... não sou tão corajosa com a Rosinei... rsrsr
    Essa vida é tão "estranha"...

    Se cuida, amorinha!
    Ahhh! ainda estou esperando o e-mail com seus telefones...
    bjs... me liga!

    Liz

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  3. Sou como vc e deposito muita confiança nas pessoas... E de uns tempo pra cá ando me decepcionando tanto que tenho medo de não conseguir mais acreditar que alguém é capaz de amar (não como homem e mulher, mas como pessoa, amigo) sem ter nenhum interesse ou apenas por falsidade... Não descobri a receita para encontrar pessoas que ainda valham a pena investir, entregar minha amizade, atenção, carinho... Ôooo mundo difícil!!!!

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  4. Oi Ana, passei por aqui hoje, este foi só um dos textos que li, espero que agora tantos meses depois esteja tudo bem em relação a isso, o ser humano é assim mesmo!

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