Leia ao som de Titãs - É preciso saber viver
Alice
tinha a vida tranquila, sem grandes acontecimentos ou novidades. Sua rotina
jamais era alterada. Todos os dias acordava às 6:20h, alimentava o gato após
tomar banho e tomava seu café da manhã assistindo o noticiário. Era
completamente alheia ao burburinho de pessoas entrando e saindo dos vagões
entre as estações de Inhaúma e Catete do Metrô. Trabalhava num escritório de
contabilidade e escondia-se atrás de pilhas e pilhas de documentos de uma grande
cliente. Nas reuniões sociais, ela estava sempre num canto, quieta, observando
as pessoas enquanto ninguém a observava. Um dia Alice não foi trabalhar, o que
se repetiu nos cinco dias seguintes. A quantidade de documentos acumulados em
sua mesa era absurda. Na semana seguinte, Alice também não apareceu. Algumas
pessoas já sentiam sua ausência, na verdade, estavam incomodadas com tantos
papeis na mesa dela. Quinze dias após seu “sumiço”, Alice reapareceu. Bem
vestida, usava óculos e roupas de grife. Entregou um envelope ao seu chefe
e saiu sem dizer uma palavra. Era uma carta de demissão diferente de qualquer
outra lida por ele, dizia:
Alice
tinha a vida tranquila, sem grandes acontecimentos ou novidades. Sua rotina
jamais era alterada. Todos os dias acordava às 6:20h, alimentava o gato após
tomar banho e tomava seu café da manhã assistindo o noticiário. Era
completamente alheia ao burburinho de pessoas entrando e saindo dos vagões
entre as estações de Inhaúma e Catete do Metrô. Trabalhava num escritório de
contabilidade e escondia-se atrás de pilhas e pilhas de documentos de uma grande
cliente. Nas reuniões sociais, ela estava sempre num canto, quieta, observando
as pessoas enquanto ninguém a observava. Um dia Alice não foi trabalhar, o que
se repetiu nos cinco dias seguintes. A quantidade de documentos acumulados em
sua mesa era absurda. Na semana seguinte, Alice também não apareceu. Algumas
pessoas já sentiam sua ausência, na verdade, estavam incomodadas com tantos
papeis na mesa dela. Quinze dias após seu “sumiço”, Alice reapareceu. Bem
vestida, usava óculos e roupas de grife. Entregou um envelope ao seu chefe
e saiu sem dizer uma palavra. Era uma carta de demissão diferente de qualquer
outra lida por ele, dizia:"Cansei de ser uma geladeira. Não quero mais ser aquela de quem as pessoas só valorizam quando não estão mais perto. Quero ser valorizada a todo instante, ainda que seja tímida, ainda que seja quieta, ainda que seja eu mesma. Quero ser valorizada enquanto vivo, enquanto sinto, enquanto ouço e vejo o que está a minha volta. Estou me demitindo da função de contadora e da vida medíocre que aceitei por tanto tempo. Deixo de ser geladeira para ser água: essencial!"
Espetáculo de texto...Adorei essa carta de demissão, cura e certa!beijos,chica
ResponderExcluirComo sabe, essa Alice sou eu ainda empregada mas uma nova mulher com certeza. O mundo exterior só era ruim porque eu estava ruim, hoje a minha estrada é minha passarela e não há dias nublados em que eu não possa ver o sol, eu aprendi a encontrá-lo em meio as nuvens e como brilhar.
ResponderExcluirSabe q ano passado eu me dei essa carta de demissão e esse ano é q realmente assumi a nova profissão de agua? To amando ser agua.
ResponderExcluirDéborinha