quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sobre leis e política

Se existe algo que eu quero (e quero com força) é lecionar Direito Constitucional um dia. Quero por vários motivos: porque tive o melhor-professor-do-mundo (Ozéas Corrêa) e almejo ser 1/3 do que ele foi para seus alunos, porque acredito que todo cidadão deveria receber uma Bíblia e a Constituição ao ser registrado em cartório e, porque adoro os palcos, digo, as salas de aula, rs*. Vejo cada dia mais a necessidade das pessoas conhecerem um pouco mais das normas que regem seu país. Se soubessem das leis que as protegem, não temeriam correr atrás de seus direitos e não venderiam seus votos.

Todos os dias recebo, de pelo menos 5 (sim, C I N C O) pessoas diferentes, mensagens eletrônicas me dizendo o motivo de  não escolher determinada canditada. Recebo também, mensagens dizendo para votar na outra, pois além de mulher ela é evangélica. Ou seja, eu não devo votar na candidata A mesmo sendo mulher, mas votar na B pois além de mulher, é evangélica e evangélica vota em evangélica. Ah, dá um tempo! Cansei! Todos tem o direito de manifestar suas opiniões (assim como eu estou fazendo no momento), esse é o princípio básico da democracia, mas, o que me tira à paciência é o fato das pessoas justificarem suas escolhas por classes: “votarei na Dilma porque quero uma mulher pra presidente” ou então “votarei na Marina porque ela é evangélica”. Isso é demência! Eu decidirei meu voto por achar que meu candidato é a melhor opção, é o mais capacitado, por acreditar que possui qualificações para exercer o cargo para o qual se candidatou. Não dá pra escolher alguém para ser presidente do Brasil porque é mulher ou evangélica, como eu.

Já fui esquerdista, passava parte do tempo livre que tinha entre às aulas do Pré e o trabalho, na sala do José Messias (PT), lá na ALERJ. Conversava muito com alguns radicais do PSTU e também com a Aspásia, do PV. Consciência política? Sempre tive, e nunca concordei com o que chamam de política hoje em dia. Vivemos tempos de politicagem e safadezas. Hoje procuro manter minha linha de pensamente centro-esquerda, ou quase perto do equilíbrio desta visão. Continuo achando que São Tomás de Aquino, Maquiavel, Santo Agostinho, Montesquieu, Karl Mark, Condoleezza Rice, Koffi Anan, Maria Helena Chauí é que sabem (ou sabiam) o que é POLÍTICA DE VERDADE!


Ah! Outra coisa que tem me incomodado bastante é um e-mail FALSO que circula livremente como se fosse verdade: anular o voto faz com que a eleição seja anulada! É MENTIRA! A Lei não prevê isso, (vide art. 224 da Lei 4.737/65) até porque voto nulo é um voto apolítico, completamente diferente de nulidade da eleição. A nulidade do voto é a manifestação da vontade do eleitor, seja por acreditar na inexistência de candidatos "aptos" a ganhar seu voto, ou seu descontentamento com o cenário político. Então se decidir anular seu voto, meu querido amigoe-leitor (entendeu?) deste blog, faça isso sabendo que não está contribuindo para uma anulação da eleição, você está apenas se isentando da responsabilidade em escolher seus representantes, e com isso, deixando cada vez mais fortes àqueles que pensam por você!

2 comentários:

  1. Concordo plenamente com vc e ainda posso salientar que muitos entram na política porque querem melhorar de vida (a deles é claro!!) portanto devemos usar o nosso poder de voto com inteligência e também não devemos ser influenciados por e-mail e tal, devemos escolher quem achamos o melhor pro nosso país e ponto, isso se chama democracia... amo cada dia visitar seu blog... big beijos

    Ass: Susana Terto - São João de Meriti - Rio de Janeiro - Brasil.

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  2. Querida, adoro pssar por aqui, ler o que escreve, sempre com muita propriedade. Infelizmente quem decide é a maioria , e a maioria do povo brasileiro, troca seu voto por qualquer coisa, e tem tb em as ameaças, que se fulano perder o novo ira cortar beneficios e tal. O que vemos é um governo paternalista, que ao inves de ensinar o povo a pescar, dá o peixe tão facilmente. Eu queria ter, mas não tenho muitas esperanças quanto a eleições não viu. A grande maioria do povo é miseravel, e não sabe votar. Ja foi provado, quando coplocaram pessoas que foram arran cadas do poder, por este mesmo povo, e voltou com força total, ganhando novamente. Um abraço tudo de bom.
    eduardo - sp
    doni.amp@hotmail.com

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