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Belinha me ensinou


No fim de semana estive na casa da minha mãe e sempre comento com ela sobre a felicidade de Belinha ao me ver. Enquanto aguardo que o portão seja aberto, percebo a agitação dela na escada, a correria para pegar a bolinha laranja na esperança que eu brinque alguns minutinhos, a disputa com o Mingau (o gatinho da mamãe, digo, da Belinha) pelo topo da escada. E quando o portão se abre, é tanta alegria, tanta euforia, tanta bagunça, que eu me emociono, pois, nada mais é do que alegria de alguém que estava ansiosa em me ver, e já que estou por perto, faz questão de mostrar que ficou feliz por isso.
Para quem mora em apartamento, fica muito tempo fora, outro tanto de tempo sozinha, não possui nem um peixinho dourado ou uma plantinha sequer, ter alguém que ao te ver fica tão feliz, mas tão feliz que quase te derruba pra fazer um carinho, é bom demais.
Não importa se eu falo com minha mãe ou meu irmão vinte vezes por semana, não existe e-mail, telefonema, SMS, twitter, sinal de fumaça que me mantenha em contato com Belinha. Não dá pra ligar e perguntar se ela tomou o antibiótico a tarde, se algum moleque tentou pular o muro na esperança de resgatar sua cafifa, se ela já se adaptou a ração nova etc... Toda a tecnologia disponível é inútil em nosso relacionamento (hauauhauah).
Parece tão bobo, tão simples, mas pensar nisso me fez chegar a duas conclusões:
Primeira: Definitivamente, a mais avançada tecnologia não substitui o contato direto. (FATO!)
Segunda: Ser querida, é tudo de bom, mesmo que seja pela cachorrinha mais simpática e monster que existe!

[UPTADE 2017 : Belinha foi morar no céu dos cachorros em janeiro de 2014, mas foi muito, muito, muito amada durante a sua vida aqui na terra.]


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