segunda-feira, 8 de março de 2010

Pelo dia das mulheres

Homens ... humpf!

Sempre ouço de alguma mulher a expressão acima seguida de um suspiro longo. Como se fosse um apito na mão de um guarda de trânsito, esta frase sinaliza algo que merece atenção. Nós, mulheres, por conta de toda a revolução feminina que aconteceu um dia, adquirimos o hábito de independência total. Mas será que somos realmente donas de nós mesmas? Será que toda a nossa independência nos fez o bem que pensávamos? O preço que estamos pagando vale toda a ‘liberdade’ que buscamos?

Já ouvi que os homens são todos iguais, entediantes, dispensáveis, mas as mulheres estão realmente com essa bola toda? Será que as presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e a do Chile, Michelle Bachelet, conseguem ter seus momentos de fraqueza sem que sejam julgadas? Se nós, meras mortais assalariadas, não conseguimos tê-los sem que alguém (na maioria das vezes homem) venha dizer que é “TPM”, imaginem elas que são presidentes de nações!

No afã de ser “mais macho que muito homem”, tem muita mulher metendo os pés pelas mãos. Não admitem suas fraquezas, necessidades, preferem bater no peito e bradar que não precisam de homens para nada (exceto para reproduzir, mas até neste momento elas decidem a hora certa). Tenho visto inúmeras mulheres bem sucedidas em seus empregos e igualmente solitárias.

Eu não acho que o movimento feminista foi um grande erro. Não! Se eu hoje posso trabalhar fora, expressar minhas opiniões sem pedir licença ao marido e dizer que detesto serviços domésticos, foi graças a este movimento. O que eu aprendi (muito recentemente) é que estamos deixando de ser femininas, delicadas, “mulherzinhas”. Dosamos os cuidados, o afeto, a fragilidade e mostramos que somos fortes, alertas, quase ‘homens’ de salto. Quantas vezes me vi assumindo o papel de um general dando ordens, falando alto, quando na realidade eu odiaria ter que conviver com um homem assim! “Digo que sou forte, mas quero que abra a porta do carro. Digo que sou independente, mas adoro quando me oferece ajuda na cozinha.” E assim são todas as mulheres! Querem mostrar que PODEM SIM ser competentes, bem sucedidas, trabalhadoras, mas também querem a gentileza dos tempos de outrora.

Descobri que não tenho que vestir uma armadura, não existe guerra entre os sexos. O homem não tem que ser meu inimigo. Mostrando fragilidade e meiguice eu não sou menos capaz de executar alguma tarefa complexa. O que eu preciso (e muitas mulheres também) é perder o medo de mostrar ternura, serenidade. Não estou contra ninguém. Não estou a favor apenas de mim. Ficar isolada no girlpower não é bom ... Bom é ter quem faça carinho, carregue as minhas bolsas mesmo sabendo que eu sou perfeitamente capaz, apenas para deixar livres as minhas mãos para um carinho, que troque uma lâmpada (ainda que eu já saiba como fazer, e até mais rápido) envie flores para o trabalho, porque afinal de contas eu sou “mulherzinha”.

Parabéns pelo nosso dia! Sejamos mais mulheres do que nunca!!


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Em tempo: Me senti muito paparicada pela empresa.... adorei os presentes, as surpresas, o carinho!
Amiguinhos que hoje me trataram ainda melhor, muito obrigada!!!
Obs.: Léo, sua percepção é incrível!! (Você é 10!!)
André, obrigada pelo toque, a segunda-feira não estava só na voz, também no espiríto (Santo Deus, rs rs) eu estava mesmo apagadinha!
Marquinhos, eu não tenho palavras para agradecer pela sua cumplicidade e ajuda! (Cada dia mais sua fã!)

2 comentários:

  1. Simplesmente, "Wonderful"!!
    Parabéns pelo texto... claro, feminino e lindo!
    Vc é muito querida, Ana!
    Bju enorme!
    Liz

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  2. Caraca mané, você tá mandando muito na canetinha...rsrsrs... adorei, ta muito meigo e feminista na medida certa,parabens as mulheres e parabens em dobro as mulheres que se conformam em ser apenas mulheres,não projetos de "homenzinho", sejam fortes,mas sejam mulheres... te amo maninha.

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