Sobre uma quase história e muitas conexões

domingo, 1 de junho de 2014

Ao som de Me deixas louca, Maria Rita




Simplesmente não há como encontrar explicação lógica para a conexão que existe entre algumas pessoas. Como imãs, se atraem com força sem igual. Nos conhecemos, nos aproximamos e, de repente aconteceu. Bem resolvido, exigente, detalhista, cheio de convicções e teimosias. Não foi difícil gostar de alguém assim, ainda que houvesse uma grande questão que nos afastasse. A idade sempre fora um problema para ele, enquanto eu jamais me importei com suas experiências e passados acumulados. A verdade é que não foi difícil a gente se gostar, decidir que queria mais do que o riso partilhado, mas tudo sempre foi muito complicado. Quando houve coragem, houve também o silêncio e aquela relação maravilhosa que quase deu certo, virou história repleta de "e se?".
Era delicioso brigar com ele. Mas era ainda melhor a forma como as nossas querências convergiam para o mesmo sorriso, o mesmo desejo, a mesma vontade. Ponderação não havia. Éramos intensos demais, possessivos demais, e qualquer sinal de perigo era ignorado sem qualquer dificuldade. Hoje sou calmaria, confidencias, escolhas conscientes. Ele é riso certo, a ligação que ninguém compreende, características do singular e o afeto guardado na gaveta de recordações.

Nunca passamos de escolhas certas em momentos errados. Diferenças, geografias, segredos, brigas ... Tudo se tornou pesado demais. Era um sentimento bom, mas sabíamos que querer bem não era suficiente. Dessa quase história, muitas foram contadas. Os anos continuam passando e nos modificando, acrescentando mais do que fios brancos e saudades. A essência do que liga duas pessoas permanece preservada, ainda que tenha se transformado em algo absolutamente diferente e ainda assim, extremamente forte.



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