quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sobre a saudade

Admitir que sente saudade é mais difícil para algumas pessoas do que admitir que sente amor. Só sente saudade quem se permitiu cativar, quem investiu tempo, quem ouviu determinada música e construiu uma história usando ela como trilha sonora. Só admite que tem saudade, aquele que tem coração para gastar, memórias que significam mais do que fotos e palavras não ditas. Saudade é para os fortes, para aqueles que não se escondem atrás da indiferença e do silêncio. #reflexões


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A vida real é menos...


As pessoas andam cada vez mais carentes e solitárias, apesar de colecionarem 3 mil amigos em perfis das redes sociais. Elas encontraram nas vidas agitadas e nas rotinas cansativas, desculpas para não investir nos relacionamentos pessoais (aqueles que exigem olho no olho,você lembra?). É mais fácil e prático manter pseudorelacionamentos nas redes sociais do que na vida real. Amar na vida real exige esforço, dedicação, empenho, enquanto no Facebook, basta que eu clique num polegar, escreva meia dúzia de palavras bonitas ou uma frase de Clarice e assim me torno a mais amada das criaturas.
Vamos batalhar por menos gente interessada em saber da vida alheia, e mais gente preocupada em fazer melhor a vida dos outros. Que comece por nós a mudança, seja com um sorriso, uma música, um bilhete, um abraço... A vida real dá trabalho, mas ela existe e pode ser melhor do que a vida que recebeu 56 curtidas.

_____________________
Texto escrito em agosto e esquecido num caderno qualquer (sim, eu escrevo em cadernos!).
Inspirado na personagem de Jéssica Biel, no filme "Eu odeio o dia dos namorados"

domingo, 25 de novembro de 2012

É lá que ele deve ficar!

Hello by Lionel Richie on Grooveshark

Se a gente vai vivendo e aprendendo, posso dizer que aprendi que o passado tem seu devido lugar em nossas vidas: lá atrás. Ele não pode voltar, por mais que a gente queira. A gente não vai ter o passado de volta para reviver ou consertar aqueles momentos. É preciso seguir em frente, cuidar daqueles projetos deixados de lado, das pequenas alegrias, das conquistas pessoais, daquilo que Deus planejou com tanto carinho para cada um de nós. O passado não será modificado, construiu quem somos e fez com que nos tornássemos mais fortes, determinados, maduros (em alguns casos, também traumatizados, mas nada que a terapia não ajude). Então deixe de lado o que te prende ao passado, construa uma nova história, faça escolhas diferentes, use o que passou para alavancar mudanças e transformações e não como uma almofada confortável para chorar e se encher de autopiedade. Tenha coragem! Por mais que o passado seja conhecido, é no futuro incerto e desconhecido que está a sua oportunidade de fazer tudo diferente e ser inteiramente feliz! 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sobre mendigar a atenção alheia e uns blá blá blás...


Particularmente não acho natural cobrar amor, mendigar a consideração de alguém. Somos seres relacionáveis, e por mais que digam o contrário, sempre temos a opção de escolher com quem vamos criar elos. Os elos que nos unem a alguém vão além das fronteiras geográficas, cor de pele, condição social, idade, sexo, altura... Os elos são construídos por afinidade, amor, amizade, humor, música favorita, time de futebol. Não dá pra ficar implorando para que outra pessoa se importe, que ela queira saber como vai a nossa vida, que lembre da gente antes de dormir. Quem constrói um elo de verdade com a gente, quem entende que relacionamento é algo bilateral, mostra que o outro é importante, estando longe ou perto, seja por SMS, e-mail, ligação, carta, sinal de fumaça, visitando sem avisar,  marcando um cineminha ou praia. A verdade é que quem realmente tem interesse em manter os elos unidos, sempre encontra um jeito de demonstrar que o outro é importante. 

________________________________
Pensando alto sobre algumas coisas que ando vendo por aí!

domingo, 18 de novembro de 2012

O que mede a nossa vida?




"A gente se acostuma a medir a vida em dias, meses, anos…
Mas, será que é mesmo o tempo que mede a nossa vida?
Ou a gente devia contar a vida pelo número de sorrisos?
De abraços? De conquistas? Amores?
De sucessos e fracassos?

Por que ao invés de dizer tenho tantos anos, a gente não diz: tenho três amigos, oito paixões, quatro tristezas, três grandes amores e dezenas de prazeres?
A gente vai vivendo e, às vezes, esquece que a vida não é o tempo que a gente passa nela, mas o que a gente faz e sente enquanto o tempo vai passando.
Dizem que a vida é curta, mas isso não é verdade. A vida é longa pra quem consegue viver pequenas felicidades. E, essa tal felicidade vive aí disfarçada, como um criança traquina brincando de esconde-esconde.
Infelizmente, às vezes não percebemos isso.
E passamos a nossa existência colecionando nãos.
A viagem que não fizemos;
O presente que não demos;
A festa a qual não fomos;
O ensinamento que não aprendemos;
A oportunidade que não aproveitamos.

A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador.
Quando se é piloto e não passageiro; pássaro e não paisagem.

Como ela é feita de instantes não pode e não deve ser medida em dias ou meses, mas em minutos e segundos."

Autor Desconhecido

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Desprender-se




"Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. (…) As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração. 
E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. (…) Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante encerrar ciclos. 
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é." 
Fernando Pessoa
O que você faria se não tivesse medo?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Complicado

Detesto a palavra “complicado”. Sempre que a escuto, sinto arrepios. Isso porque durante muito tempo ela foi usada como desculpa, mas hoje eu vejo que complicado mesmo é ter que sorrir escondendo as lágrimas; é seguir a diante querendo retroceder. Complicado de verdade é sentar em frente ao espelho, preparar-se para um grande dia, o mais esperado de toda a sua vida e se questionar sobre a escolha que foi feita. Complicado é lembrar querendo esquecer, é ouvir uma música marcante e não sofrer. Complicado é viver se escondendo, fugindo do inevitável. Complicado sou eu, é você, somos todos que amamos, vivemos, sentimos...
Ao som de Adele.

As palavras que fazem tanta falta


Já ouvi que tem coisas que só se esquecemos com o tempo, mas que maldito tempo é esse que não chega nunca? Não pensei que me faziam tanta falta as poucas palavras que trocávamos pela manhã, dessas simples, que dizíamos com tanta naturalidade, apesar do sono. Me assusta saber que tanto tempo se passou e perceber que não fui capaz de esquecer o tanto que vivemos. 

____________________________
Inspiração musical 'Costumes', de Roberto Carlos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sobre entender os porquês da vida

"Não sabemos os porquês de certas coisas e muitas vezes nos afligimos, seja pela perda de um amor, um projeto que não deu certo, a doença que nos pegou de surpresa, a morte de um ente querido, enfim. Mas se nada ocorre por acaso, se tudo tem uma razão de ser e de existir por que nos questionarmos tanto e buscarmos entender àquilo que no momento não é possível ser compreendido? Clarice tinha razão: “Não procure entender, viver ultrapassa todo e qualquer entendimento”. E talvez viver seja isso, não para ser passível de se fazer sentido, mas para ser sentida, então, eu sinto. Sinto pulsando em minhas artérias o mistério que é a vida. Ela própria se explica, com o tempo"
Angella Reis

Das palavras

Ando me escondendo, fugindo das palavras. Ando completamente sem filtro, falando o que penso e sinto, e as consequências desta falta de censura podem ser absurdas. Estou vivendo a música com mais intensidade, driblando a lógica e encontrando em cada acorde, inspiração para seguir a diante, sobrevivendo às pedras (e pedradas) no caminho...

Ao som de Epitáfios

sábado, 3 de novembro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sobre internação, o que importa nessa vida e gratidão

Dias atrás fui internada com pneumonia, baixa oxigenação no sangue e crise de bronquite. CTI, unidade semi-intensiva, quarto e alta. Uma sequência de sete dias bastante cansativos e angustiantes, para quem estava do lado de fora, e para mim, que descobri de um jeito bem desagradável que sou alérgica a quase todos os antibióticos existentes.

As horas no hospital parecem não passar nunca... Lá, não ficava pensando que deveria ter colocado a conta da Vivo em débito automático, ou que ainda não decidi a cor da tinta que quero usar para pintar o apartamento no começo do ano. Pensava no essencial: no quanto o Senhor é bom e misericordioso comigo, nas oportunidades que me concedeu, nos talentos e dons que me confiou... Pensei em como é bom e fácil ser feliz ao lado do Robson, no carinho constante da minha mãe, no humor ácido do Daniel, no jeito superprotetor da minha irmã, nas risadas da Aline, na alegria do Caio, na companhia sincera e divertida dos meus amigos...

Depois de tanto tempo sem escrever, por que escrever exatamente sobre um problema de saúde que tive? Na verdade, não é sobre o problema de saúde, mas sobre aquilo que sempre acreditei, o que sempre falei, seja no blog ou entre amigos, a vida é já, ela não espera ninguém estar preparado, ter feito seguro de vida, ter se declarado, ter pedido perdão... A vida não espera que você esteja com as contas pagas para lhe pregar sustos ou lhe tirar quem você ama. Se contei com o apoio, seja no hospital ou a distancia, dos meus fieis amigos e familiares; se tantas pessoas se mobilizaram em oração (e ainda continuam, por conta das reações aos medicamentos), não é porque sou a Miss Simpatia, mas porque jamais deixei que estas pessoas tivessem dúvidas de quanto elas são queridas e importantes para mim!


Continuo o tratamento em casa, as reações alérgicas ao Zinnat não diminuem (muito pelo contrário), mas agradeço muito a Deus por ter a chance de estar respirando, e que cada fôlego de vida que eu tenha, seja para glorificá-lo e agradecê-lo pela vida que recebi! Agradeço a Ele por todas as pessoas que fazem parte da minha vida, e contribuem para que ela tenha mais graça, mais cor, mais riso...

Obrigada, Deus, família e amigos! Obrigada!



Obs: 01:06h e eu no pique da São Silvestre, é um oferecimento de um dos medicamentos que preciso tomar às 22h. Breve cenas dos próximos capítulos, digo, efeitos, rs rs.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre quem me odeia, rancor e ser livre

“A mesma unidade que existe entre o Pai e o Filho é a que deve existir entre os que foram salvos por ele - todos tem um mesmo e único Salvador.” Difícil, heim? Como ter unidade com alguém que, sabidamente, fala mal de você? Com alguém que não gosta de você? Tenho vivido uma situação assim e no começo me entristeci bastante. Depois fiquei com raiva (quis brincar de Kill Bil, mas só um pouquinho) e por último, tentei ser indiferente. O problema é que não consegui ser indiferente. Minha mente não deixa. Como ser indiferente sabendo que lá fora tem uma pessoa que eu tinha em alta conta, agora quer minha cabeça numa bandeja de prata? Ontem ouvi de uma pessoa que sabe da situação e que já ouviu os dois lados da história, o seguinte: “não se permita entristecer.” Em outras palavras, não deixe que isso te machuque. Parece simples, mas não é! Porém, é necessário. Não posso deixar que esta situação crie raízes de amargura. Não posso guardar rancor. A mágoa e o rancor me farão escrava desta situação e eu não posso, nem vou permitir isso. Se eu errei em algum momento despertando esse ódio na pessoa, acho que seria maduro da parte dela me dizer e não sair por aí falando mal e desejando que minha cabeça seja servida num banquete com danças e fogos de artifício, porém, não vou continuar alimentando esta situação. Quero ser livre de qualquer corrente de mágoa que me prenda a alguém, por isso, começo hoje a orar pela pessoa que me odeia, não para que caia um raio na cabeça dela, mas para que Deus trabalhe em nossas animosidades.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sobre decepções e aprendizados

Escrevendo para tentar entender....

O homem é falho, cheio de erros e constantemente decepciona aqueles que estão a sua volta. Mas nós escolhemos servir a um Deus perfeito, imutável e que não tem duas palavras. Ainda que o homem nos engane, Deus não se engana quanto ao que planejou pra nós. Nossas vidas foram escolhidas por um propósito e ainda que não sejamos capazes de compreendê-lo, o Pai sabe ...
o motivo de cada acontecimento. Através das dores e decepções aprendemos mais a nosso respeito (como iremos nos comportar diante daquela situação), a respeito do caráter de quem nos feriu, mas principalmente, entendemos que o Senhor tem muito a nos ensinar, nos tratar e nos fazer crescer, para então frutificar. Através das decepções que sofremos, produzimos conhecimento. Amadurecemos e seguimos a diante, para testemunhar do amor daquele que nos escolheu.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sobre gospel-stars, Roberto Carlos e ministérios

Estamos num grande palco. Pregamos um evangelho de Tele Sena, onde você sempre ganha, seja no raspe aqui, com mais ou menos dízimo, digo, pontos. Nossos levitas esqueceram o que isso realmente significa. Estão mais para artistas do que para pessoas dispostas a servir na Casa do Senhor. São gospel-stars, cheios de vontades e estrelismos. Nossas igrejas vivem cheias de pessoas vazias, meros imitadores de modismos passageiros. São muitos os ministros de louvor que levam multidões em eventos patrocinados por políticos, e políticos que encontram púlpitos livres para ludibriar uma dúzia de pessoas; mas, são poucos os que estão dispostos a bater na porta ao lado e falar ao vizinho funkeiro que Jesus não discrimina ritmo, e que Ele o ama. Não me assusta ver cantores cobrando R$ 45 mil por apresentação, mas me escandaliza encontrar igrejas que pagam por isso. Se for pra pagar, porque não contratar o Roberto Carlos? Aquele ali consegue lotar até um cruzeiro que é algo absurdamente caro, o que ele não faria numa igreja, não é? Temos muitos conferencistas, pregadores internacionais, bispos, apóstolos, patriarcas, pastores com programas em todos os canais de TV aberta, mas com dificuldades encontramos evangelistas dispostos a entrar num presídio (Pr. Wagner Almeida, minha admiração eterna por seu trabalho!) e falar do amor que liberta. Na verdade, vemos aumentar a cada dia o número de preletores em frente às câmeras, e entrar em extinção aqueles que investem no Reino por amor a obra e não pelas vantagens que irão obter fazendo isso ou aquilo.

Nunca foi fácil servir ao Senhor. Aquele que disse o contrário é um tremendo mentiroso. Pra começo de conversa, Jesus disse “aquele que quiser vir após mim, negue a si mesmo”. Putz, alguém sabe como é difícil negar a si mesmo? Renunciar as suas vontades, seus planos por reconhecer que os planos do Pai são melhores (mesmo sem saber quais são) não é tarefa fácil. Mesmo sendo difícil, é melhor caminhar pela estrada estreita do que aceitar as facilidades da estrada larga da perdição. Nos perdemos com muita facilidade ao corrompermos nossos valores, ao aceitarmos pregações vazias, artistas ao invés de verdadeiros adoradores.


Reconheço minhas fraquezas e poderia escrever 13 volumes de uma enciclopédia sobre meus defeitos e erros do passado. Mas algo que jamais quis foi demonstrar uma falsa comunhão com Deus. Nunca quis subir em púlpitos para pregar um evangelho de engano, de promessas fast food e vida cristã sem sacrifícios. Não tenho coragem de segurar um microfone para pregar se a minha vida não estiver dentro de um padrão mínimo de retidão. Conheço o Deus a quem escolhi servir e sei que para Ele não importa se eu estiver pregando para um milhão de pessoas, se houver uma a quem eu devo pedir perdão. Meus sacrifícios, minhas palavras, minha adoração, tudo isso será vão se eu não fizer pela motivação certa – amor ao Senhor, amor pela obra e pelos perdidos. Quem não consegue amar aquele que está ao seu lado, como irá demonstrar verdadeira paixão pelas almas? Sua pregação será vazia, feita por vaidade para ganhar aplausos e não almas. Como eu posso desejar ir aos perdidos, se concordo em perder uma amizade por desencontros e pequenas desavenças?


Não quero fazer com esse texto uma metralhadora de acusações, mas não posso ver certas coisas e fechar meus olhos, fingir que não é comigo. Não posso me imaginar construindo um ministério semelhante a tantos outros doentes e ignorar que ele começa aqui em casa, se completa no trabalho e aperfeiçoa na igreja.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Você não é o que fala, mas o que faz

"O mundo está cheio de gente que fala muito e faz pouco, propagandeia seus feitos, mas não os apresenta; gente cujas obras negam suas palavras. Gasta seu tempo falando de façanhas que nunca realizou, de planos que nunca concretizou, de fortunas que nunca granjeou, de influências que nunca exerceu. A sabedoria mostra que é melhor falar pouco e dar conta do recado do que falar muito e nada fazer. É melhor ser humilde e realizar o seu trabalho. É melhor fazer do que falar, pois o homem não é aquilo que fala, mas aquilo que faz. O fim da linha da vanglória é o desprezo, mas a reta de chegada da humildade é a honra. Quem fala e não faz é alcançado pela pobreza, mas quem se estima em pouco e realiza o seu trabalho alcança a prosperidade."

Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Prioridades


Prioridade significa eleger o que vem em 1º lugar, ou seja, o que mais importa para nós. O que tem ocupado este lugar merece realmente esta relevância? Às vezes a gente permite que coisas que não merecem valor tomem este lugar e só descobre quando perde a comunhão com Deus, com a família, o convívio com os amigos. Ainda bem que há tempo de rever conceitos e mudar rotas, trajetos e decisões. Ainda há tempo...

“Então abra os seus olhos e olha para mim. Eu morri numa cruz, por você ressurgi. Abri mão de mim mesmo, siga-me.”

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sobre Astrid Fontenelle, labirintite e transformações

Assistindo ontem a entrevista da Astrid Fontenelle à Marilia Gabriela, vejo o quanto Deus tem interesse em nos transformar em pessoas melhores, em nos ensinar algo de bom e útil. Ela disse que foi criada para não depender de ninguém, para focar na carreira, e não mostrar sua fragilidade. Impressionante como minutos antes eu estava conversando sobre este assunto com o marido. Sobre o quanto aprendemos com as mudanças em nossas vidas (ele tem dois infartos e um AVC no currículo, e eu uma recente labirintite) e como estas mudanças podem influenciar outras pessoas. Assim como a Astrid, também fui criada para ser “autossuficiente”,mas tenho percebido dia após dia que não dá pra levar a vida desse jeito. Poderia ter aprendido isso de outra forma. A lição poderia vir por observação, mas tenho que caminhar essa estrada (em zigue-zague, porque linha reta anda meio complicado, hehe) para me tornar o ser humano que preciso ser. Tudo o que vivemos contribui para nosso amadurecimento, e esse aprendizado não pode ser retido, precisa seguir a diante, transformar pensamentos sem que as pessoas precisem trilhar nossos passos. Minha vida não é feita somente das minhas escolhas (não escolhi ter labirintite), mas já que algumas situações são inevitáveis, que eu possa aprender com elas. Já que irei passar por isso, que seja com fé, com a certeza de que o resultado será de transformação, renovação da minha mente, e se possível, das pessoas que me cercam. Que elas entendam o quanto precisamos uns dos outros, e isso não nos torna inferiores ou frágeis, nos coloca na condição de elo, de membros de um só corpo, ligados e dependentes de uma única cabeça – Cristo.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Gratidão

"A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã."
          Melodie Beattie

domingo, 24 de junho de 2012

Amor que renova



Trânsito caótico de uma sexta-feira chuvosa e parece impossível atravessar a Ponte Rio-Niterói em menos de quarenta minutos. Casting Crowns, Lifehouse e Marcela Gandara para tentar distrair a mente. Pra quê? Mil coisas para pensar, resolver, decidir e o trânsito não coopera. Será que já coloquei o pagamento da conta de luz em débito automático?  O cardápio do jantar já foi decidido, modificado e novamente decidido três vezes. Jantar ... Será que vai dar tempo de passar no Hortifruti? Marido comentou que estava com vontade de comer atemóia e eu só encontro lá. Qual o motivo de tanto engarrafamento, heim? Quando parece que vai melhorar um pouco, retenção normal da praça do pedágio. Um pouco mais de paciência e chegarei ao meu destino, ou melhor, a primeira parte dele.
Para minha surpresa, em Niterói já parou de chover e as ruas parecem menos congestionadas. Estaciono o carro em frente à padaria. Tranco o carro, aceno para Eulália que está no caixa, que já sabe exatamente o que vou pedir na volta. Alguns metros depois, um pequeno portão cinza está fechado. Toco o interfone onde me identifico e tenho a entrada liberada. Na segunda entrada, uma porta antiga de madeira e vitrais, sou recebida com um sorriso imenso pela Marli. Entrego uma revista de moda de noiva para ela, que toda orgulhosa irá casar a sobrinha que cuidou desde pequena. Logo, o silencio é quebrado por passos apressados que conheço tão bem. A porta se abre em minha frente e ouço, em coro, duas crianças lindas me chamando de mãe. Com os braços abertos, enlaço Pedro e Isadora e sou correspondida com a mesma intensidade. Acenamos para a zeladora e enquanto sou colocada a par do atarefado e colorido dia dos pequenos, chegamos à padaria. Pedidos separados, cada um ganha um bombom com a recomendação expressa de só comerem depois do jantar. Eulália é sempre tão gentil com eles... 
De volta ao carro, acomodo os dois nas cadeirinhas, mudo a trilha sonora para agradá-los e a volta pra casa agora parece não ter o mesmo ritmo de antes. Com eles por perto, até o engarrafamento pode ser prazeroso (exceto quando a Isa começa a pedir para ir ao banheiro). Pedro me conta que aprendeu a família da Lagoa e Isadora diz que tirou 8,0 no ditado. Para algumas mães os assuntos infantis passam despercebidos, mas procuro ouvi-los com atenção e paciência (bem, eu me esforço na maioria das vezes). 
Logo chegamos em casa e o cheiro de limpeza me dá tanto prazer quanto o cheiro de café sendo passado pela manhã. Um bilhete na geladeira e descubro que mamãe havia deixado as capas de chuva das crianças e aproveitou para adiantar “algumas coisinhas” (ligo dizendo que não precisava, mas agradeço de todo o coração a ajudinha!). Banho nas crianças, dever de casa enquanto preparo o jantar. Marido chega e se encarrega de finalizar as tarefas com as crianças. Da cozinha me pego olhando para eles. Naquela mesa estão as razões de cada sacrifício, de cada minuto corrido, de todos os meus sorrisos e algumas preocupações. Penso na pergunta que minha irmã me fez em meu último aniversário: qual idade tem meus sonhos? Na ocasião, lembro-me de ter lhe abraçado e dito que não era capaz de responder nada além de onde estavam os guardanapos e a Coca Zero, mas hoje eu tenho a resposta. Meus sonhos têm 44, 08 e 06 anos. Meus sonhos se dividem entre ser professora ou piloto de avião, gostam de colorir e também de Pica-Pau. Não dá para me sentir velha desse jeito, não é? Meus sonhos rejuvenescem a cada descoberta do Pedro e conquista da Isadora. Me sinto renovada pelo amor que encontro e vivo em nossa família!

____________________________________
Texto absolutamente fictício e totalmente inspirado
por uma conversa que tive com a Evinha dia desses.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sem tempo a perder

Em uma conversa leve e despretensiosa com uma amiga, tocamos num assunto delicado e também verdadeiro em nossas vidas: a importância de demonstrar valor. Quem convive comigo sabe quão intensa eu posso ser. Sou intensamente o que sinto. Vivo até a última gota daquilo que julgo importante. E por quê? Porque a vida é curta demais para ser desperdiçada com questões mal resolvidas (digo isso porque tenho em meu histórico algumas que ficaram para trás.). A vida é um sopro, e daqui a pouco já se foi. Não há tempo a perder. Não há outro caminho a ser trilhado. Não haverá outro dia para dizer que ama, que é importante ter a amizade daquela pessoa. Não terá outra oportunidade para pedir perdão ou dizer que sente muito. “Mas e se houver?” Existe sempre 50% de chance de haver um amanhã e a mesma probabilidade de não ter, melhor arriscar viver, do que partir com tanto por dizer. Intenso, radical, apocalíptico demais? Que nada! Essa é uma verdade tão antiga, que o salmista  já deixou registrado (39.5,6): “Como é curta a vida que me deste! Diante de ti, a duração da minha vida não é nada. De fato, o ser humano é apenas um sopro. Ele anda por aí como uma sombra. Não adianta nada ele se esforçar; ajunta riquezas, mas não sabe quem vai ficar com elas.”

sábado, 16 de junho de 2012

Clariceando

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
Clarice Lispector 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Complicado demais

Tenho raiva de mim quando sinto saudades suas. A alegria que você me proporcionava todas as manhãs sempre foi mais forte do que a dor que os erros causaram. Mas doeu, e ainda dói. Me consumiu, corroeu, despedaçou, e me transformou numa pessoa pragmática e fria. Me transformou em alguém se esconde atrás de memórias alheias e uma música com refrão clichê; na mulher que irá olhar para essas 754 cicatrizes no coração e não pegar o telefone para perguntar “a vida continua muito complicada ou já encontrou espaço para nós dois nela?”



Inspiração musical Eu sem você, Paula Fernandes

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Meu mundo

"Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto."

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Pensando alto

... E quando você percebe que a amizade já não é mais a mesma, o que você faz? Quando fica a sensação de tinham muito mais a dizer? Como escolher o tamanho da pedra para colocar em cima do assunto, aliás, é para ter pedra ali em cima? É, tem coisas dessa vida adulta que nem o café da Starbucks vai me fazer compreender com mais lucidez!

sábado, 9 de junho de 2012

With or without you


Ao som de With or Without you, U2

... E sem essa de dizer adeus. A gente só vai se afastar um pouco.  A vida já ensinou que está em nossas mãos a continuidade de qualquer relacionamento, não é mesmo? Vou sentir falta das conversas em que você me fazia sentir melhor com o olhar, das nossas nossas risadas, das piadas que só a gente entende, das músicas que diziam muito mais que qualquer diálogo. Vou sentir falta da liberdade de ser eu mesma, mas principalmente, vou sentir falta do que você se tornou para mim.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

2012 - página 153 (Junho)

Maio se foi e deixou a alegria de ver a conquista merecidíssima de um amigo. Uma conquista assim, no superlativo. Maio vai sem pesares. De junho, quero mais presenças, mais abraços, mais cafés, mais risadas. E flores, porque perfumar a vida com flores me faz bem. Faz alguns dias que eu venho pedindo também um pouco de paz. Paz em meio aos silêncios e também em meio às tempestades. Tenho tentado conviver e sobreviver da melhor maneira possível. Estou completamente destituída de expectativas. O passado me ensinou a cuidar de mim dessa forma. Maio, você partiu e eu estou acenando e dizendo que ‘foi um prazer’. Junho, quando você virar as costas, quero sentir saudades e dizer que foi lindo ter você aqui, ok?!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sobre como continuo humana

Uma vez li num texto de Clarissa Corrêa que “choro é coisa íntima, é que nem beijo”, por isso não dá pra chorar ou beijar na frente de todo mundo. Mas tem dias que, por pura necessidade (ou descontrole hormonal/emocional, rs rs) a gente não aguenta, desaba e aí, já era... chora! Chora porque idealiza situações, pessoas, coisas e depois descobre que errou feio ou porque fez planos que foram modificados sem aviso prévio. Chora porque acredita que superou uma perda e descobre que ainda dói quando lembra, ou porque tem problemas de gente grande e não sabe como resolver. Chora e não existe rímel a prova de dores da alma, porque ele vai borrar enquanto você desaba depois de ter se exposto tanto, de ter dado a cara pra bater, mesmo tendo gente impondo mentiras deslavadas como regra de conduta. Eu sou dessa gente que chora, e quer saber? Essa semana chorei, viu? Chorei em público e sozinha; chorei e me senti leve, chorei e me senti novamente dona das minhas emoções. Chorei e continuo humana. E se necessário for, vou chorar antes de atravessar a vida outra vez.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Abrace!

Abraçar, abraços, braços sempre abertos
Incrível que quando pequenos sempre o encontramos
Todos te pegam no colo, te abraçam apertando com um motivo ou sem
A segurança, o conforto, o carinho sempre estiveram ali ao alcance de um braço ou dois
Há tanta paz num abraço, você pode rir ou chorar.
Um abraço verdadeiro, de frente, de peito, corpo inteiro.
Encaixando dois corações felizes ou tristes.
Um que confortar e outro quer ser confortado.
Abraço com cheiro, cheiro bom de felicidade, tranqüilidade.
Abraço de bebê, aquele que te faz suspirar e adormecer de tão seguro que está.
Dizem que toda pessoa precisa de pelo menos oito abraços por dia para ter uma pequena sensação de felicidade.
Porém no mundo moderno onde o individualismo impera,
os braços tendem a estar cruzados e frios e as pessoas mais sós
Distantes de tudo que se chama “lar” para tudo aquilo que se chama
“realização profissional” travestido em “realização pessoal”.
O que é o mesmo que calçar um pé 38 em um 36, nunca será confortável ou bom o suficiente.
Em um mundo onde o que importa é: “Só te quero perto se me oferecer alguma coisa!”
O contato se torna meramente digital, ou só para uma xícara de café.
O se dar a conhecer e ser mutuamente conhecido tornou-se obsoleto,
perda de tempo e a quantidade de divorcio aumenta a cada dia.
A troca tem sido constante, a satisfação rara.
Desconhecidos com desconhecidos sem tempo para se conhecer,
frustam-se todos os dias com a decisão tomada.
A superficialidade afastou os braços, os restringiu ao aperto de mão.
Afastou os lábios, hoje se cumprimentam com beijinhos no ar.
Mesmo carecendo desse afeto terno, nos isolamos.
João...( Taí um cara interessante), hoje diriam ousado,
porém dentre os doze, aquele que experimentou os braços mais cheios de amor deste mundo.
Experimentou os braços que nunca se cruzaram, nem para uma prostituta,
nem para uma samaritana adultera, nem para um cego, nem para um ladrão...
Nem pra mim , muito menos pra você.
João ouviu seu coração bater, sentiu seu calor, sentiu esse amor de perto.
Hoje há uma pergunta que não quer calar:
Num mundo de braços cruzados e frios, quem daria seus braços para um abraço?
Ele continua de braços abertos, ousaria manter os seus cruzados?!
Abrace! Seus braços podem trazer alegria por apenas um dia.
Mudar uma história, ou quem sabe uma vida. 

________________________________
 22 de maio - Dia do abraço. Abrace, sem pudor, reservas ou garantias. Abrace, envolva-se, emocione alguém.
Abrace!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O que ficou de nós



Agora sou a prova viva de que nada nessa vida é pra sempre até que prove o contrário”

Seria tão triste passar as noites em claro pensando "e se...", mas nós construímos nossa história repleta de memórias. História que ficou gravada e eternizada em nós, nos livros e em todos aqueles que viveram ao nosso lado. E daquele amor restaram as palavras ditas, as promessas feitas, os sonhos desenhados no contorno dos seus abraços. Ficaram as músicas que embalavam nossas viagens, as meninas crescendo e sendo aceitas na faculdade. O sol riscando de laranja o céu pela manhã, as rosas vermelhas tatuadas na memória, a vontade de envelhecer ao teu lado e o perfume que inebria o pensamento... Todos nós temos que lidar com as consequências de nossas escolhas, e o que restou de todo aquele amor, fomos nós dois. Dois caminhos, duas vidas distanciadas por escolhas difíceis.  Mais si je pouvais un instant à travers le temps et l'espace, serait dans tes brás je voudrais maintenant (...).

_____________________________
Ao som de Sensações

terça-feira, 15 de maio de 2012

Família

Hoje é considerado o dia internacional da família. Posso dizer então, que é o dia internacional das pessoas essenciais em minha vida. Porque família não é só aquela que me foi dada por Deus, mas também aquela que escolhi fazer parte. Amigos também se tornam nossa família depois de um tempo (e alguns perrengues, rs*).  Família é mais do que papai-mamãe-filhinho, é amigo que sabe que você está na pior e não espera que você peça ajuda, ele chega antes da necessidade. É amizade a toda prova, em qualquer situação ou circunstância.

Família é saber que eles estarão sempre lá (para o que der e vier), e eu sempre com eles!

É minha sustentação, o farol em meio a tempestade, minha alegria, porto seguro, meu maior patrimônio. 

Família, amo vocês! Que Deus continue abençoando a cada um, realizando os sonhos e provendo sustento para toda e qualquer necessidade!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sobre alegrias tão simples

E de repente, alguém tão longe, atravessou oceanos e iluminou o meu dia.  Fez de um gesto, motivo de seu texto. É, pessoas ainda me surpreendem e sonhos tão grandes e audaciosos quanto os meus, me encantam.

domingo, 13 de maio de 2012

Quem dera

"Mais longe é mais perto, mais difícil fazer o correto do que estar certo"


Quem dera tivesse sido o sonho de outra pessoa. Agora que acabou, procuro palavras para dizer que foi muito mais do que imaginei, mas foi também muito menos do que poderia ter sido. Terei sempre a imagem inacabada do que fomos, feito um entalhe em minha memória. É exatamente esta imagem que me protege da mágoa, mas, também expõe a única verdade que conheci sobre você. Aquela em que haverá alguém que irá se aproximar demasiadamente, alguém que lhe fará sorrir, lembrar, cantar, sonhar, assim como haverá a realidade, e nela, alguém como eu. Quem dera não tivesse sido tão desejável, tão envolvente, tão longe do que somos e temos ...


Texto escrito com inspiração musical de "Cedo meu lugar",
Composição do amigo João Pedro Coimbra

sábado, 12 de maio de 2012

Permitir a felicidade

Algarve, maio de 2008.

Eric,
Não me lembro de quando foi a última vez que escrevi uma carta, mas talvez esta seja a única oportunidade que eu tenha para lhe falar tudo aquilo que venho pensando e sentindo nos últimos tempos.
Confiança: foi isso que encontrei nos seus olhos. Confiança para contar segredos, para falar o que penso, para ser séria e chata, mas também para ser adolescente e engraçada. Confiar em você foi uma escolha da qual eu acredito que não irei me arrepender nunca, afinal de contas, como alguém com olhar tão profundo, não seria digno de tamanha confiança?
Eu estava tão bem, tão segura. Tinha certeza de tudo a minha volta. Estava bem profissionalmente, em paz comigo e com meus sonhos, mas você chegou tão suavemente e com tanta sinceridade, que me fez perceber que eu poderia viver, a partir daquele encontro, a melhor fase da minha vida. Pé atrás, isso assusta. Canja de galinha e prudência nunca fizeram mal a ninguém. Mas, por que não tentar? Por que não arriscar viver a felicidade fora do padrão desta sociedade que nos rodeia? Vamos abrir os braços e girar na chuva, atravessar estradas e experimentar sabores, vamos nos permitir. Vamos permitir que a vida que há em nossos pulmões seja gasta e consumida em risadas, abraços e café da manhã. Aceite que mesmo sem imaginar que seria assim, você me fez lembrar como é bom enxergar a vida com leveza. Vamos nos permitir a troca, a paz... Vamos nos permitir viver a alegria simples.
Vamos nos permitir a felicidade!


Com todo carinho,
Layla



*
 2º lugar da 90ª edição 'Cartas' do Bloinquês
Escrito ao som de Eric Clapton.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A gente se acostuma ...

"(...)A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."
Marina Colasanti

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sobre abandono afetivo e alienação parental

Muito se tem falado sobre abandono afetivo e alienação parental nos últimos tempos. Ontem o Fantástico exibiu matérias sobre os dois temas, e eu que sempre quis emitir minha opinião a respeito, aproveito a deixa.
Foi-se o tempo em que o homem era o único a prover o sustento da família e a mulher era a única responsável pela educação das crianças. Independente de opiniões e valores religiosos a cerca do divorcio, se ele é inevitável, não vou concordar que os filhos fiquem sempre e somente com as mães. Já ouvi de gente muito sabida que “os filhos ficam com quem os colocou no mundo e é assim que deve ser”. Eu discordo. Filhos só dependem totalmente de suas mães, enquanto estão unidos a ela por um cordão umbilical, depois disso, podem viver muito bem sob os cuidados dos pais. A lei e o bom senso (nem sempre presente), diz que a guarda pertence a quem tiver melhores condições – financeiras e emocionais para criar uma criança. Sou filha de pais separados e por mais que me custe dizer isso, a verdade é nem todos os pais pensam no bem estar dos filhos. Principalmente o bem estar emocional, e por isso não enxergam os efeitos que suas ações têm sobre seus filhos. Alguns acham que com o divórcio e o título de “ex-marido” ou “ex-mulher”, vem também o título de “ex-pai”, ou “ex-mãe”. A alienação parental provocada por quem ficou com a custódia do menor é revoltante, mas, e os laços afetivos que são rompidos pela outra parte? Como lidar com o abandono emocional – quando por longos períodos a “outra parte” simplesmente não busca contato, não procura a criança ou se quer idealiza o encontro?
Infelizmente a nossa Justiça permite ambas as situações - alienação parental e abandono afetivo. Pagar uma indenização no valor de R$ 200 mil não irá cicatrizar as feridas causadas pela falta de comprometimento de um pai com sua filha. O hiato na vida das crianças que estão na Alemanha e forçadamente sem contato com a mãe não será diminuído caso o Itamaraty resolva se pronunciar daqui alguns anos. Que a nossa justiça não funciona, todos sabemos. O que podemos, e devemos fazer é denunciar casos como esses. Quem sabe assim, a lei mude e crie (forçadamente) pais mais conscientes de seus papeis.

sábado, 5 de maio de 2012

Ponto final

Leia ao som de É o que me interessa
 



"Quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado só de quem me interessa."
Lenine


Cruzamos com tantas pessoas ao longo da vida, mas são poucas as que realmente nos marcam. Essas poucas são as mais importantes e, provavelmente, as que nos ajudaram a ser quem nos tornamos. Pode ser que no caminho algumas delas sejam magoadas, outras nos magoem, mas quando olho para trás vejo algumas peças que a vida me pregou. Me fez dizer adeus a quem se tornou especial, conviver com quem me feriu, sorrir para quem magoou, perder de vista pessoas importantes. A vida continua, e cada um segue o seu caminho, coincidindo ou não. Sou muito ligada às pessoas e nunca fui a melhor do mundo em dizer adeus, em colocar pontos finais. Sempre acreditei em relacionamentos duradouros, mas o jeito é seguir em frente, aceitar que algumas pessoas causam feridas que doerão por muito tempo, mas cedo ou tarde vão sarar.